O fundador da Techland afirmou que o jogo é completo e que o modelo de cinco anos de suporte não funcionou como esperado. A conversa azedou entre os fãs, e a comunidade respondeu com uma enxurrada de emojis tristes.
Quem esperava mais novidades em Dying Light: The Beast acaba de levar um banho de água fria. Paweł Marchewka, fundador e CEO da Techland, confirmou em um AMA no Discord oficial que o estúdio não planeja conteúdo substancial para o jogo lançado em setembro de 2025. A conversa ocorreu logo após as comemorações do primeiro aniversário e, segundo o relato, não foi nada tranquila.
“The Beast” é um jogo fechado
A pergunta que abriu a polêmica era simples: existe um roteiro de atualizações? A resposta veio direta. Para Marchewka, o título deve ser encarado como uma experiência encerrada, tal como o primeiro Dying Light é hoje.
Dying Light: The Beast é um jogo completo, e é assim que os jogadores devem encará-lo. Não estamos planejando conteúdo substancial para ele (tradução livre)
Vale lembrar que o jogo nasceu como expansão de Dying Light 2: Stay Human, mas cresceu até virar um lançamento independente. Mesmo assim, o estúdio recebeu elogios pelo resultado. Recentemente, a Techland ainda liberou a grande atualização Restored Land e uma festa de aniversário com eventos e armas novas.
O modelo de cinco anos de suporte
O CEO explicou o motivo da decisão. Segundo ele, o jogo foi pensado como algo completo desde o início, sem promessa de apoio de longo prazo. Ainda assim, a equipe adicionou conteúdo depois do lançamento, como o modo gratuito Restored Land.
O modelo de cinco anos de suporte não funcionou tão bem para nós quanto esperávamos (tradução livre)
A queixa sobre o ritmo dos jogadores
Marchewka foi além e argumentou que sustentar jogos antigos com equipes menores atrapalha os projetos novos.
Além disso, apontou que parte do público espera atualizações frequentes e gratuitas, às vezes várias vezes por mês. O tom soou como uma bronca nos jogadores, o que ajuda a explicar a reação negativa.
E o futuro de Dying Light 2?

O CEO também tentou acalmar quem joga a sequência. De acordo com o relato do AMA, o suporte a Dying Light 2 nunca acabou, apenas mudou o foco para conteúdo criado pela comunidade. A equipe trabalha no jogo desde o lançamento e seria maior do que a do primeiro título na mesma fase.
Em fevereiro, o game completa cinco anos e continuará recebendo suporte. Porém, a Techland ainda não decidiu a escala dessa ajuda. O modo Tower Raid permanente, por exemplo, mostra como o jogo já ganhou novidades fora da campanha.
O prólogo que sumiu
Outro assunto foi o prólogo de Dying Light 2 com Spike. Ele foi removido porque cerca de um quarto dos jogadores o ignorava e porque o trecho não combinava com o clima do jogo completo. Marchewka não se comprometeu a trazê-lo de volta.
Para os fãs, a notícia é negativa. O Ei Nerd já havia listado cinco motivos para jogar The Beast no Dia das Bruxas, e quem curtiu a campanha queria mais histórias. Por outro lado, a decisão deixa claro que a Techland prefere concentrar forças em novos projetos.
No mercado, a fala reabre uma discussão antiga sobre o custo do suporte pós-lançamento. Enquanto alguns estúdios apostam em jogos-serviço, outros preferem entregar um pacote fechado e seguir adiante. A reação do Discord, cheia de emojis e polegares para baixo, indica que a comunicação poderia ter sido mais cuidadosa.
E você, concorda com o argumento da Techland ou esperava mais conteúdo para The Beast? Conte para a gente nos comentários!





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