Um levantamento da Alinea Analytics sobre os vencedores do Jogo do Ano mostra “Elden Ring” com mais de US$ 2 bilhões em receita e “Baldur’s Gate 3” com cerca de US$ 1,2 bilhão. Os números são estimativas da consultoria.
Um novo relatório da Alinea Analytics analisou o desempenho comercial dos vencedores do Jogo do Ano, o GOTY, e colocou “Elden Ring” no topo da lista, com mais de US$ 2 bilhões em receita. “Baldur’s Gate 3” aparece logo atrás, com cerca de US$ 1,2 bilhão.
Baldur’s Gate 3 e sua repercussão

Segundo a consultoria, “Baldur’s Gate 3” vendeu cerca de 23,2 milhões de cópias entre Xbox, PlayStation e PC. A Steam concentra 80,6% dessas vendas, o PlayStation 12,7% e o Xbox 6,8%. O relatório também aponta que cerca de 1% dos jogadores da Steam passaram de 500 horas no jogo, algo perto de 200 mil pessoas, e que o título ainda atrai algo entre 280 mil e 400 mil jogadores por dia.
O texto de origem associa o sucesso do jogo à sua escrita, que tem um personagem central com histórias LGBTQ+, um ato dedicado a um romance entre mulheres e temas como xenofobia, fascismo e autonomia corporal. Esse ponto é uma leitura de análise, e não um dado do levantamento.
Elden Ring lidera em receita
Pelos dados do relatório, “Elden Ring” vendeu mais de 36,4 milhões de cópias entre Xbox, PlayStation e Steam, com receita superior a US$ 2 bilhões. Diferentemente de “Baldur’s Gate 3”, a divisão entre plataformas é mais equilibrada: o PC responde por 50% das vendas, o PlayStation por 35% e o Xbox por 15%. A expansão “Nightreign” também contribuiu, com 7,8 milhões de cópias vendidas e receita de US$ 282 milhões.
A matéria original ainda lembra que a história do jogo é centrada em uma divindade com dois corpos distintos, o que embaralha as fronteiras de gênero, e que há um romance opcional com Ranni e a escolha de um consorte masculino por Miquella. Também nesse caso, a relação com representatividade é apresentada como interpretação do texto, e não como conclusão do relatório.
Os GOTYs de 2022 a 2025

Além de “Elden Ring” e “Baldur’s Gate 3”, o levantamento inclui “Astro Bot”, de 2024, com cerca de US$ 291 milhões em receita, e “Clair Obscur: Expedition 33”, de 2025, com US$ 366 milhões.
Nos dois casos, os valores são bem menores que os dos dois primeiros, embora ainda sejam expressivos para jogos de estreia recente.
Um dado sobre mídia física
Outro detalhe do relatório chama atenção: 46,6% das cópias de “Astro Bot” vendidas foram físicas. Com 4,7 milhões de unidades comercializadas, o volume de cópias em disco é alto.
O dado é relevante porque a Sony planeja encerrar a produção de discos para novos jogos de PlayStation a partir de 2028, o que torna o desempenho do formato um tema de debate.
O que os números mostram
Para os fãs, o levantamento confirma que jogos premiados também podem ser sucessos comerciais de grande alcance, muito além do público da crítica. A distribuição das vendas por plataforma também mostra como cada jogo chegou a um público diferente, com “Baldur’s Gate 3” mais concentrado na Steam.
Para os estúdios e as publishers, o relatório reforça que um prêmio de Jogo do Ano pode vir acompanhado de receitas muito altas, embora o sucesso comercial dependa de muitos fatores além da crítica. Já para o mercado, o dado sobre cópias físicas de “Astro Bot” traz um ponto de atenção para a discussão sobre o futuro do disco. Resta saber como esses números vão evoluir nos próximos anos, com o avanço da mídia digital.
E você, acha que o GOTY deveria considerar também o desempenho comercial dos jogos? Deixe sua opinião nos comentários!






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