O Esquadrão Suicida completa 40 anos, e a história do grupo começou de um jeito inusitado. A equipe nasceu na minissérie Legends #3, de 1986, em uma trama que voltava a opinião pública contra os heróis. O plot era de John Ostrander, com roteiro de Len Wein e arte de John Byrne.
O contexto: um mundo contra seus heróis
Tudo começa quando o Capitão Marvel derrota o Macro-Man, um vilão enviado em segredo por Darkseid. O psicólogo G. Gordon Godfrey, porém, culpa o herói e vira a sociedade contra os super-seres, a ponto de o presidente dos Estados Unidos banir qualquer atividade heroica.
Foi nesse cenário que Amanda Waller viu uma brecha para criar a Força-Tarefa X.
Vilões em missão, com bombas nos pulsos
O plano era simples e cruel. Criminosos receberiam pulseiras explosivas e executariam operações secretas e arriscadas. O grupo reunia o Capitão Bumerangue, o Pistoleiro, a Encantora, Blockbuster, Plastique e Mindboggler, sob a liderança de campo de Rick Flag, com o Tigre de Bronze como figura mais heroica ao lado dele. A base era a prisão federal de Belle Reve.
Na primeira missão, a equipe atacou Brimstone no Monte Rushmore. O resultado foi sangrento: Blockbuster morreu, Pistoleiro derrotou o alvo e o Tigre de Bronze neutralizou a persona maligna da Encantora. O Capitão Bumerangue percebeu que a operação era suicida, e Flag respondeu que todos eram descartáveis.

Depois de Legends, Ostrander lançou a revista regular Suicide Squad, que apresentou Belle Reve como sede e levou a repórter Vicki Vale a uma visita inicial ao local. Curiosamente, só os novos recrutas, Plastique e Mindboggler, usavam as pulseiras no começo. Essa regra mudou depois que o Capitão Bumerangue protestou.
Do papel às telas
O conceito ganhou força no cinema com Esquadrão Suicida, de 2016, que adaptou personagens cujas origens nos quadrinhos remontam a 1959. Depois veio O Esquadrão Suicida, dirigido por James Gunn em 2021. Na ocasião, Joel Kinnaman, intérprete de Rick Flag, comentou a diferença entre as duas versões do personagem, em matéria do Ei Nerd.
Tive que exercitar os músculos da comédia, e foi uma versão muito mais solta e, eu diria, mais acolhedora do personagem.
Por que a ideia continua rendendo
A força do Esquadrão Suicida está no dilema moral. Afinal, os integrantes são descartáveis para quem os comanda, e isso gera tensão em cada missão. Para os fãs, a premissa permite mortes surpreendentes e dinâmicas imprevisíveis. Para a DC, o grupo virou uma marca flexível, que funciona tanto em HQs quanto em filmes, o que explica a longevidade depois de 40 anos.
Resta saber que formato terá a próxima encarnação da equipe.





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