O aguardado filme em live-action de The Legend of Zelda finalmente ganhou seu título oficial. Durante o evento especial dos 40 anos da franquia, a Nintendo confirmou o nome. A adaptação vai se chamar simplesmente “The Legend of Zelda”, sem nenhum subtítulo. Segundo a produção, os fãs vão entender o motivo assim que assistirem ao longa.
Uma história original inspirada nos games

Diferente do que muitos fãs esperavam, o filme não vai adaptar diretamente nenhum jogo específico da franquia. A trama será uma história original. Ela foi construída a partir de ideias, conceitos e elementos usados nos games ao longo dos últimos 40 anos. Novos detalhes sobre o enredo ainda serão revelados em breve, mas a decisão de fugir de uma adaptação fiel a um único título já diz bastante sobre a ambição do projeto.
A escolha também evita um problema comum em adaptações de franquias com dezenas de jogos e cronologias diferentes. Ao criar uma narrativa própria, a produção não precisa escolher um jogo favorito. Não é preciso agradar só fãs de “Ocarina of Time”, de “Breath of the Wild” ou de qualquer outro título específico. Em vez disso, pode extrair o que há de mais icônico em cada era da série, unindo tudo em uma jornada inédita para o público do cinema.
Data de estreia e passagem pela Netflix
O filme chega aos cinemas em 30 de abril de 2027. Depois da passagem pelas salas, a produção deve migrar para o catálogo da Netflix. O movimento segue o mesmo modelo de distribuição usado em outros grandes lançamentos da Sony Pictures.
A direção está nas mãos de Wes Ball, conhecido pela trilogia “Maze Runner” e por “O Reino do Planeta dos Macacos”. Vale lembrar que adaptações de jogos da Nintendo têm um retrospecto e tanto.
Elenco reúne nomes de peso
Benjamin Evan Ainsworth vai interpretar Link. O ator é conhecido por “A Assombração da Mansão Bly”. Já Bo Bragason, de “Three Girls” e “Sterling Point”, assume o papel da Princesa Zelda. O elenco também conta com Uli Latukefu, visto em “Adão Negro” e “Alien: Covenant”, no papel do vilão Ganondorf, e com Dichen Lachman, de “Severance”, como Impa, conselheira da princesa. As filmagens já foram encerradas na Nova Zelândia, onde boa parte da produção aconteceu.

Apostar em uma história original é um risco calculado. Por um lado, a decisão dá liberdade criativa total para o roteiro. Ela também evita as comparações diretas que costumam perseguir adaptações fiéis demais aos jogos.
Por outro, pode frustrar quem esperava ver um game específico ganhando vida na tela grande, como aconteceu com o remake do primeiro filme de “Super Mario Bros.” com Chris Pratt. De qualquer forma, o simples fato de manter o nome da franquia sem enfeites sugere confiança da Nintendo no material. Essa postura já rendeu bons frutos em outras adaptações recentes de suas marcas para o cinema.




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