O filme que usou 4 equipes de efeitos especiais para ser feito

Andre Luiz

Publicidade

Poucos filmes de ficção científica e terror dos anos 80 tiveram um processo de criação tão cheio de braços quanto Força Sinistra (1985). A produção da Cannon Films é destacada pelos diferentes times de efeitos que foram reunidos para dar corpo, literalmente, ao pesadelo imaginado por Tobe Hooper.

Um orçamento alto para os padrões da Cannon

O estúdio investiu cerca de 25 milhões de dólares, valor reportado pela fonte, em uma trama que mistura invasão alienígena e mitologia de vampiros. Na história, astronautas encontram humanoides dentro de uma nave estranha perto do Cometa Halley, e o contato dá início à ameaça central da trama. Para um diretor conhecido pelo clima sufocante de O Massacre da Serra Elétrica e por Poltergeist, era uma chance de ampliar a escala do horror.

Quem fez o quê nos bastidores

Ao todo, foram quatro equipes de efeitos especiais. A Apogee Productions, de John Dykstra, ficou com os efeitos visuais e testou lasers e materiais reflexivos para criar as descargas de energia. Artistas britânicos, não identificados, cuidaram dos efeitos físicos e das criaturas. Nick Maley assinou as próteses e os corpos perturbadores, e John Gant aparece entre os especialistas em efeitos práticos.

Reprodução/Cannon Film

Corpos que murcham em cena

A cena mais lembrada envolve corpos que encolhem e desabam à medida que a força vital é sugada. Para alcançar o resultado, a equipe de Maley usou figuras mecânicas com bombas, bolsas de líquido e controles variados. Hooper teria relatado que operar alguns desses efeitos podia exigir cerca de 20 pessoas ao mesmo tempo, o que dá a medida da engenharia artesanal por trás de cada plano.

Hooper e o terror que o Ei Nerd revisita

O nome do diretor segue vivo entre os fãs. Em matéria de 2021, o Ei Nerd lembrou que a obra de 1974 inaugurou uma das franquias mais temidas do gênero, e contou como a nova continuação do clássico buscava um visual de época. Já em fevereiro de 2026, o portal comentou que a A24 comprou os direitos da saga e que o novo O Massacre da Serra Elétrica precisa evitar os erros de outros reboots, retomando o tom cru do original.

Por que redescobrir Força Sinistra

Em tempos de efeitos digitais onipresentes, revisitar um filme feito à mão é um convite natural. Para os fãs, ele prova que criatividade e artesanato podiam compensar a falta de computação gráfica. Para estúdios e streamings, é um lembrete de que catálogos esquecidos guardam obras com apelo cult, e de que há obras de Hooper que merecem ser revisitadas.

COMPARTILHE Facebook Twitter WhatsApp

Leia Também

ASSINE A NEWSLETTER

Aproveite para ter acesso ao conteúdo da revista e muito mais.

ASSINAR AGORA