Howard, o Pato: o herói improvável que já teve até filme solo

Andre Luiz

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Poucos personagens da Marvel tiveram uma trajetória tão torta quanto Howard, o Pato. O filme Howard, o Super-Herói, dirigido por Willard Huyck e com George Lucas como produtor executivo, custou 37 milhões de dólares e rendeu apenas 38 milhões. No Rotten Tomatoes, ficou com 14% da crítica e 38% do público. O caso como pode ser resumido como a história de um herói estranho que foi do auge ao exemplo de advertência.

Do pântano da Marvel à revista própria

A criação é de Steve Gerber, que apresentou o pato falante em Fear #19, com arte de Val Mayerik, e depois o levou a Man-Thing #1 e a Giant-Size Man-Thing #4, esta com desenho de Frank Brunner. O sucesso foi tanto que a editora lhe deu uma revista própria. Howard the Duck #1, por Gerber e Brunner, chegou às bancas em 28 de outubro de 1975 e virou um grande êxito.

Lucasfilm, Marvel e a ressaca de 1986

Cerca de uma década depois, Hollywood tentou repetir a fórmula no cinema. Lea Thompson interpretou Beverly, e Ed Gale vestiu o traje de Howard. O resultado ficou longe do esperado, e, na visão do autor, o filme prejudicou a carreira do elenco. A atriz teria dito que aceitou Some Kind of Wonderful por medo de que sua trajetória acabasse, e Gale foi escalado por Mel Brooks para Spaceballs.

Reprodução/Universal Pictures

O Ei Nerd já explicou como o fracasso de Howard ajudou a criar a Pixar, pois George Lucas vendeu a divisão gráfica da ILM a Steve Jobs para cobrir prejuízos.

Howard no Universo Marvel de hoje

Em tempos recentes, o pato reapareceu em Guardiões da Galáxia Vol. 2, em Vingadores: Ultimato e em What If…?, onde aparece como parceiro de Darcy. Foi justamente depois de ele surgir no trailer dessa animação que Lea Thompson se ofereceu para dirigir um reboot, em 2021.

Reprodução/Marvel Studios

Um herói que sobreviveu à própria derrota

A trajetória de Howard mostra como um personagem pode perder no cinema e vencer na memória dos fãs. Para a Marvel, o pato funciona como um curinga de humor, útil para piscadelas em filmes maiores sem exigir um projeto próprio. Para os leitores, a boa notícia é que a criação de Gerber segue lembrada e rende novas aparições, mesmo depois do tropeço de 1986.

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