Skyler Gisondo diz o que esperar de The People v. Gorila Grodd

Andre Luiz

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Enquanto o DCU se prepara para o lançamento nada convencional de Cara-de-Barro, seu primeiro filme de terror classificado para maiores, o estúdio também trabalha naquilo que talvez seja a série mais bizarra que os fãs de super-heróis vão ver em muito tempo. The People v. Gorilla Grodd promete ser uma guinada de tom gigantesca, não só em relação ao filme, mas também ao restante do DCU, mesmo levando em conta o tom mais leve que Superman adota em alguns momentos.

Gorila de patinete

A série vai girar em torno de Jimmy Olsen, personagem de Superman, e do vilão Grodd, mas já fica claro que essa versão do macaco supervilão não será exatamente o que boa parte dos fãs dos quadrinhos espera. Fotos de bastidores já revelaram momentos genuinamente estranhos, como Grodd andando de patinete pelo campus e até uma performance a capella de “Party Rock Anthem”.

Agora, o ator Skyler Gisondo, intérprete de Jimmy Olsen, deu ainda mais detalhes sobre os bastidores da produção no programa Happy, Sad, Confused, de Josh Horowitz. Além de confirmar que essa produção em formato de falso documentário está em desenvolvimento há bastante tempo, entre outras revelações, Gisondo comentou sobre o tom da série.

Eu nunca vi nada parecido com isso… Acho que está naquele universo de American Vandal em termos de tom, e depois acho que a aposta sobe porque também é, você sabe, Metrópolis. Acho que é meio que aquele tipo de comédia, só que com a aposta um pouco mais elevada.

Claramente, a série vai ser bem incomum, mas talvez seja exatamente essa a abordagem certa para o DCU conseguir fazer esse tipo de projeto funcionar de verdade.

Gorila Grodd – Reprodução/DC Comics

Um risco que pode ser exatamente o que o gênero precisa

Já existe uma onda de críticas na internet em relação a The People v. Gorilla Grodd, mas quem critica talvez não esteja enxergando a visão completa por trás do projeto. Como o próprio Gisondo explicou, a série busca um tipo bem específico de comédia, beirando o humor absurdo.

Obviamente, James Gunn não espera que o público encare com seriedade uma produção que mostra um ator dentro de uma fantasia completa de gorila andando de patinete, e o próprio formato de falso documentário já deveria deixar isso claro. Sem dúvida, essa abordagem não vai agradar todo mundo, mas pode ser um risco que valha a pena assumir.

Enquanto Homem-Aranha: Um Novo Dia acabou de provar que a “fadiga de super-herói” não é bem um termo genérico aplicável a qualquer coisa, também fica claro que a régua está bem alta neste momento para filmes e séries do gênero.

Levar The People v. Gorilla Grodd numa direção tão diferente parece mais provável de se destacar em meio a essa régua elevada, e se o humor acertar o tom, o projeto pode facilmente se tornar mais um capaz de encontrar sucesso de verdade. Isso também é um sinal positivo para o DCU como um todo.

De Cara-de-Barro e Lanternas a Superman e The People v. Gorilla Grodd, essa nova era da franquia claramente não está com medo de assumir riscos, variando o tom e o gênero de um projeto para outro. Num contexto de tanta frustração entre os fãs, talvez seja exatamente essa abordagem inventiva que o DCU precisa para se diferenciar de verdade.

Vale lembrar que o próprio Skyler Gisondo já vinha sendo celebrado dentro do universo de Superman antes mesmo dessa nova série, como mostrado quando o próprio James Gunn confirmou o elenco completo do filme com o ator no papel de Jimmy Olsen. O personagem, aliás, já passou por diferentes versões em outras produções da franquia, como reforçado quando um novo ator assumiu o papel de Jimmy Olsen na temporada final de Superman & Lois, prova de que o fotógrafo do Planeta Diário segue rendendo boas histórias em versões bem diferentes entre si.

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