‘Habeas Corpus’: o final da 1ª temporada explicado

Cheyna Corrêa

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A primeira temporada de Habeas Corpus responde à pergunta central nos minutos finais. O tribunal declara Jonathan inocente, e ele deixa a prisão depois de seis anos. O desfecho, porém, abre outro caso bem maior.

Divulgação/Netflix

O caminho que Inez queria evitar

O pedido de habeas corpus não funcionou. A defesa partiu então para a revisão criminal, que busca anular a condenação e garantir um novo julgamento.

A mudança tinha um custo pessoal. Seguir por essa via obrigava Inez a voltar ao tribunal. Ela evitava o lugar desde o dia em que levou um tiro durante um julgamento anterior.

As provas se acumularam a favor do réu. A equipe reuniu um álibi, elementos para contestar os depoimentos e o registro de uma confissão obtida sob violência.

Um novo depoimento reforçou o pedido. Helinho, preso pelo mesmo caso, afirmou que Jonathan não teve participação alguma.

A recusa do acordo

A delegada Tina, vivida por Marisa Orth, ofereceu uma saída. Ela ficaria fora da denúncia, e a pena de Jonathan cairia a um terço.

O rapaz recusou a proposta. Aceitar significaria cumprir pena por um crime que não cometeu.

Inez escolheu o confronto direto. Em vez do acordo, a advogada chamou a própria delegada para depor como testemunha da defesa.

Foto: Rafael Barion/Netflix

O julgamento que fecha a temporada

A ida ao fórum cobrou seu preço. Inez teve uma crise de pânico na chegada. Ela só entrou com a ajuda de Pedro, papel de Danton Mello, por uma porta lateral.

No tribunal, a acusação da defesa foi direta. Inez sustentou que a delegada escolheu um jovem negro, pobre e sem voz para apresentar um culpado. Segundo a advogada, a repercussão do caso impulsionou a carreira da própria Tina.

Tina não confessou nada. A personagem classificou as agressões como procedimento usual de inquérito.

O réu falou por si. Jonathan descreveu o que perdeu na prisão, incluindo a morte da mãe, que ele não pôde sequer enterrar.

Divulgação/Netflix

As consequências para os dois lados

A delegada perdeu o cargo. A corregedoria recomendou o afastamento imediato dela. Outro nome ligado ao esquema também entra na investigação.

O escritório não saiu ileso. Murilo, Pedro e Ana terão de responder por corrupção, já que a relação com Tina vinha de antes do caso.

Inez virou sócia mesmo assim. A banca passou a se chamar Borrmann, Hueda, Villar & Franco Advogados Associados, com um núcleo dedicado a revisões criminais.

A revelação sobre Marina

A aluna mais brilhante da turma usava outro nome. Marina, papel de Any Gabrielly, se apresenta aos colegas como Larissa Linhares.

O parentesco explica tudo. Ela é filha de Eliane, mulher que Inez ajudou a condenar injustamente anos antes. A aproximação com a professora, sob identidade falsa, tinha como objetivo reverter aquele caso.

O menino que ela cria não é filho dela. É o irmão mais novo, de quem passou a cuidar depois da prisão da mãe.

A culpa tem outro nome

A cena final vira a mesa de novo. A série revela que Larissa, ainda menina, provocou o incêndio pelo qual a mãe acabou condenada.

Eliane assumiu a culpa para proteger a filha. Larissa passou anos tentando libertá-la sem revelar a própria responsabilidade.

O caso dela abre o próximo capítulo. A temporada termina com o processo de Eliane sobre a mesa, e as duas mulheres precisam encarar o que fizeram.

Os oito episódios estão disponíveis na Netflix.

E você, apostava nessa reviravolta? Conte para a gente nos comentários!

Divulgação/Netflix

Fonte: Netflix Tudum

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