Hugh Jackman será pirata em ‘A Ilha do Tesouro’ de Ridley Scott

Cheyna Corrêa

O astro de Wolverine troca as garras pela perna de pau e o tapa-olho. O lendário diretor de “Gladiador” comanda a nova versão do clássico da pirataria.

Prepare o baú e desenhe o mapa, porque vem aventura por aí. Hugh Jackman está confirmado como protagonista de uma nova adaptação de “A Ilha do Tesouro” (Treasure Island), o clássico da literatura pirata. O grande trunfo do projeto é o nome por trás das câmeras: ninguém menos que Ridley Scott, diretor de obras-primas como “Gladiador” (Gladiator) e “Alien, o Oitavo Passageiro” (Alien). A informação foi revelada inicialmente pelo site Deadline e agitou os fãs de cinema de aventura.

Qual personagem Hugh Jackman vai interpretar?

O ator australiano dará vida a Long John Silver, considerado um dos piratas mais icônicos de toda a literatura. O personagem é o cozinheiro de bordo que esconde um segredo perigoso, tornando-se peça central na trama de traições e cobiça por ouro enterrado. Trata-se de um papel de peso, que muitos atores já interpretaram ao longo das décadas.

Para Jackman, é mais um clássico para a galeria de personagens marcantes. O astro, hoje com 57 anos, já viveu desde o mutante Wolverine até o showman P.T. Barnum em “O Rei do Show” (The Greatest Showman). Curiosamente, esta não será sua primeira vez como pirata, já que ele interpretou o Barba Negra no longa “Pan” (Pan), de 2015. A expectativa é que ele entregue uma versão memorável do vilão.

Quem está por trás do projeto?

É importante esclarecer a divisão de funções nesta produção. Ridley Scott assume exclusivamente a cadeira de diretor, em uma das poucas vezes em que o veterano se aventura pelo gênero da pirataria. Já o roteiro fica a cargo de Jack Thorne, nome em alta no momento.

Thorne é o aclamado roteirista da minissérie “Adolescência” (Adolescence) e também assinou o recente remake de “O Senhor das Moscas” (Lord of the Flies). Além de escrever o texto, ele atuará como produtor executivo. A produção fica sob responsabilidade da Scott Free, produtora do próprio Ridley Scott, em parceria com Michael Pruss. A trama promete uma abordagem totalmente inédita para a obra original de Robert Louis Stevenson.

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Hugh Jackman em “Logan” – Reprodução/20th Century Studios/Disney

Por que a Disney recusou o projeto?

Um detalhe curioso da negociação chama atenção. O pacote com Scott, Jackman e Thorne começou a ser oferecido aos grandes estúdios de Hollywood, e a expectativa é de uma verdadeira disputa pelos direitos. No entanto, um nome de peso já saiu da briga logo de início.

Segundo o Deadline, a 20th Century Studios, pertencente à Disney, teve a prioridade na compra, mas acabou recusando. O motivo seria estratégico: a empresa está focada em recuperar a franquia “Piratas do Caribe” (Pirates of the Caribbean). Na prática, ter uma segunda saga de piratas dentro de casa poderia prejudicar esse projeto principal do estúdio. Por isso, outros grandes nomes de Hollywood devem entrar na disputa.

Uma corrida por A Ilha do Tesouro

O timing dessa adaptação é, no mínimo, peculiar. Isso porque já existe uma segunda versão de “A Ilha do Tesouro” sendo produzida ao mesmo tempo. Trata-se de uma série, fruto de parceria entre os serviços de streaming MGM+ e Paramount+, que segue em desenvolvimento.

Curiosamente, nessa versão televisiva o papel de Long John Silver será de outro ator, David Oyelowo. O elenco da série ainda conta com nomes como Hayley Atwell, a Agente Carter da Marvel, além de Jack Huston, Tomer Capone (de “The Boys”) e Tom Sweet. Ou seja, o público terá pelo menos duas releituras do clássico em um futuro próximo.

O que isso significa para os fãs de aventura?

A chegada de uma produção com Ridley Scott no comando é sempre um evento e tanto. O diretor tem um histórico de transformar épicos em sucessos de bilheteria e crítica, o que eleva imediatamente as expectativas sobre o longa. Somando o talento de Hugh Jackman, o projeto tem todos os ingredientes para se tornar um grande blockbuster.

Além disso, o gênero de piratas anda carente de grandes produções nos cinemas desde o auge de “Piratas do Caribe”. Por isso, a aposta em um clássico atemporal como “A Ilha do Tesouro” parece certeira para conquistar tanto o público nostálgico quanto uma nova geração. Por enquanto, ainda não há data de estreia nem estúdio definido, mas os detalhes devem surgir conforme as negociações avançam. Resta aguardar para ver qual estúdio vai içar as velas nessa aventura.

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