Como Samuel L. Jackson se tornou Nick Fury no MCU

Andre Luiz

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Antes de ser o espião de tapa-olho do MCU, Nick Fury teve outro rosto, e a história de como Samuel L. Jackson virou Nick Fury passa por um ícone da TV que acabou preterido. O caso foi resgatado pelo ComicBook e mostra que o Nick Fury do MCU nasceu de uma solução prática, não de um grande plano.

O primeiro Fury televisivo

Em 1998, David Hasselhoff, famoso por Super Máquina e SOS Malibu, estrelou Nick Fury: Agent of S.H.I.E.L.D., produzido como possível piloto de uma série na Fox. O Ei Nerd detalhou o fracasso na matéria sobre o título próprio de Nick Fury: roteiro de David S. Goyer, custo de 6 milhões de dólares, vilania da Hydra e muitas críticas negativas. A série nunca saiu do papel.

O ComicBook, citando o livro MCU: The Reign of Marvel Studios, afirma que executivos prometeram um futuro longo ao ator. Avi Arad teria dito algo nessa linha.

Não se preocupe, você vai ser o Nick Fury para sempre.

A promessa não durou. Nos anos 2000, Mark Millar e Bryan Hitch reformularam o personagem em Os Supremos com base na aparência de Jackson. O Ei Nerd explicou, no texto sobre a versão Ultimate do diretor da S.H.I.E.L.D., que o universo começou em 2000 e que o visual do herói foi inspirado no ator.

David Hasselhoff como Nick Fury – Reprodução/20th Century Studios/Marvel

O dilema dos direitos de imagem

Quando os representantes de Jackson perceberam a semelhança, teriam questionado se deveriam processar a editora pelo uso da imagem. A Marvel respondeu com uma oferta: se Fury chegasse aos cinemas, o papel seria dele. A empresa havia pedido falência em 1996, e o MCU ainda não existia, então a proposta parecia custar pouco.

A chegada de Jackson em Homem de Ferro fechou a porta para o antigo Fury. Anos depois, Hasselhoff apareceu em Guardiões da Galáxia Vol. 2 como uma forma assumida por Ego, num aceno discreto. Jackson, hoje, soma 11 filmes do MCU.

O acaso que construiu um pilar

A trajetória mostra como um acordo para evitar processo acabou moldando uma das peças mais constantes do estúdio. Para os fãs, a história dá mais peso a cada aparição do personagem.

Para a Marvel, ela revela uma lógica que se repetiria: apostar em um intérprete e depois construir um universo ao redor. O que parecia um gesto barato acabou virando uma das associações mais duradouras entre ator e papel no cinema recente.

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