Quatro anos após um dos cancelamentos mais polêmicos da DC, o ator J.K. Simmons finalmente se pronunciou sobre o filme arquivado da Batgirl. A produção, que chegou a ser inteiramente filmada com um orçamento de US$ 90 milhões, foi engavetada pela Warner Bros. Discovery e transformada em uma dedução fiscal, em vez de estrear nos cinemas ou no streaming.
O caso segue sendo um dos mais bizarros da indústria.
O que J.K. Simmons disse
Em conversa no podcast Happy Sad Confused, comandado por Josh Horowitz, o ator abriu o jogo sobre a experiência. Ele voltaria a viver o Comissário Gordon, papel que já havia interpretado em Liga da Justiça. Segundo Simmons, ele nunca chegou a assistir ao filme finalizado, que ficou, em suas palavras, praticamente em um vácuo.
O astro ainda revelou um detalhe curioso: apenas uma plateia de teste teria visto a produção, e a nota recebida não teria sido ruim. Para ele, tratou-se puramente de uma decisão de negócios.
Simmons também demonstrou carinho pelo projeto, afirmando que se divertiu nas filmagens, que acreditava que seria um filme de super-herói bacana e que era empolgante fazer parte da origem da Batgirl, ou seja, a filha do Comissário Gordon.

Por que Batgirl foi cancelada
Relembrando o contexto, a decisão veio poucos meses após a fusão entre Warner Bros. e Discovery, sendo vista como uma medida de corte de custos.
O longa era destinado ao HBO Max, e não aos cinemas, e teria enfrentado uma exibição de teste supostamente decepcionante. Assim, a saída pela dedução fiscal foi considerada a opção mais viável financeiramente, algo que também afetou outros projetos.
Na época, a Warner Bros. Discovery afirmou que a escolha refletia uma mudança estratégica em relação à DC e ao HBO Max, deixando claro que não era um reflexo do desempenho de Leslie Grace, a protagonista. Dirigida por Adil El Arbi e Bilall Fallah, a produção também contava com o retorno de Michael Keaton como Batman, o que aumentava ainda mais a expectativa dos fãs.
Um momento conturbado da DC
Vale lembrar que tudo isso aconteceu antes de James Gunn e Peter Safran assumirem o comando, ainda no antigo DCEU. Keaton, inclusive, também retornaria como Batman em The Flash, e há indícios de que Batgirl complicaria esses planos, que acabaram ruindo de qualquer forma após o fracasso de Adão Negro.
Simmons, aliás, não é o primeiro do elenco a lamentar o ocorrido, já que Brendan Fraser também classificou a decisão como uma decepção.
A Batgirl tem futuro no DCU?
Quando apresentou os novos planos da DC, Peter Safran comentou o assunto. Ele disse ter assistido ao filme, elogiou os talentos envolvidos, mas afirmou que a obra simplesmente não era lançável e que a decisão, embora dura, protegeu a marca.
Ainda assim, o executivo garantiu que Barbara Gordon terá, sim, um lugar no novo universo.
Por enquanto, não há prazo definido. O estúdio desenvolve Batman: The Brave and the Bold, mas ainda sem roteiro finalizado ou elenco. É possível que a heroína surja nesse projeto ou em uma sequência futura, o que empurra sua estreia para daqui a alguns anos. De todo modo, é um futuro mais promissor do que o do filme engavetado, que jamais verá a luz do dia.






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