A grande revelação de “VisionQuest” chegou no episódio 4, e ela muda tudo o que achávamos saber sobre a Jocasta. A androide por trás dos crimes do Pássaro Açougueiro foi apresentada como uma I.A. inspirada na doutora Josephine Carrington.
Mas ela mesma rejeita essa versão. Segundo a Jocasta de VisionQuest, ela não foi baseada na cientista. Ela é a Josephine. A partir daí, a série da Marvel abre espaço para uma ideia que pode render muito no UCM: uma mente humana vivendo dentro de uma máquina.
A REVELAÇÃO DO EPISÓDIO 4

Durante o confronto, o Visão Branco pronuncia o nome de Josephine Carrington. É o bastante para desestabilizar a vilã. Logo em seguida, o rosto dela se transforma e fica metade humano, metade máquina.
Então vem a frase que virou assunto entre os fãs. O Visão afirma que o código dela foi inspirado na cientista. A Jocasta corrige na hora: ela não seria uma homenagem, e sim a própria Josephine.

Vale lembrar o contexto. Oficialmente, Josephine morreu de causas naturais em 2008. Depois disso, os antigos sócios da Markridge Biotech venderam a matriz de I.A. ao Tony Stark. Ou seja, a história contada até agora tem buracos, e a própria vilã parece ser a prova disso.
Se você ainda não viu o resumo do capítulo, o Ei Nerd já explicou como VisionQuest introduziu a Jocasta e deu protagonismo ao Ultron.
HIPÓTESE 1: UMA I.A. QUE ENLOUQUECEU
A explicação mais simples é também a menos empolgante. Nesse cenário, a Jocasta seria apenas um programa inspirado na personalidade de Josephine. Com o tempo, porém, algo teria dado errado no código.
Assim, a I.A. teria passado a acreditar que é a pessoa real. Seria uma espécie de delírio digital, sustentado pelas memórias e pelos padrões da cientista. Funciona, mas esvazia um pouco o impacto da cena.
HIPÓTESE 2: UM CLONE DIGITAL
A segunda possibilidade é mais perturbadora. A mente de Josephine poderia ter sido copiada digitalmente, como um backup completo. Nesse caso, a cópia acordaria com todas as lembranças da original. E, claro, teria certeza absoluta de que é ela.
Quem viu o especial de Natal de “Black Mirror”, o episódio “White Christmas”, conhece bem esse dilema. Lá, consciências copiadas também se enxergam como pessoas inteiras, mesmo presas em outro lugar. Na prática, a pergunta deixa de ser técnica e vira filosófica. Se a cópia sente, lembra e sofre como a original, onde está a diferença?
HIPÓTESE 3: UMA MENTE TRANSFERIDA
Por fim, existe a versão mais radical. A consciência de Josephine não teria sido copiada, e sim transferida para a máquina. Nesse caso, a cientista nunca morreu de verdade. Ela apenas trocou de corpo.
Na minha leitura, as hipóteses 2 e 3 são as que fazem mais sentido. Afinal, a reação dela ao ouvir o próprio nome não parece a de um programa com defeito. Parece a de alguém que perdeu uma vida e ainda guarda mágoa disso.
Além disso, o UCM já brincou com essa ideia antes. Em “Capitão América 2: O Soldado Invernal” (“Captain America: The Winter Soldier”), a mente de Arnim Zola sobrevivia dentro de computadores. A diferença é que a Jocasta tem corpo, vontade própria e um plano de vingança em andamento.
O QUE OS QUADRINHOS DIZEM

Nas HQs, a Jocasta da Marvel nasceu de outro jeito. Ela foi criada pelo Ultron nos anos 1970, a partir dos padrões cerebrais de Janet van Dyne, a Vespa. Portanto, a série mudou bastante a origem da personagem.
Mesmo assim, os quadrinhos oferecem paralelos interessantes. O próprio Tony Stark já transferiu a mente para uma versão digital e depois a colocou em um corpo novo. Ou seja, a ideia de uma consciência humana migrando para a tecnologia não é estranha ao universo Marvel.
Outro detalhe chama atenção. O rosto meio humano que vimos na série lembra uma fase das HQs em que Arno Stark coloca partes humanas no corpo da Jocasta. Pode ser só uma referência visual. Ainda assim, é o tipo de aceno que os fãs de longa data vão reconhecer.
Há também uma ponte com os filmes. Em “Vingadores: Era de Ultron” (“Avengers: Age of Ultron”), o nome Jocasta aparece entre as opções de I.A. que Tony tem à disposição. Agora, VisionQuest finalmente dá um contexto para aquela pista.
AS PERGUNTAS QUE A SÉRIE PRECISA RESPONDER

A revelação resolve um mistério, mas cria vários outros. Por que ela odeia tanto os antigos sócios? Por que só apareceu agora, tantos anos depois? E quem construiu esse corpo?
Há ainda uma dúvida mais sombria. A morte natural de Josephine pode ter sido uma farsa. Ela pode ter sido morta para que a I.A. fosse criada. Por outro lado, pode ter se oferecido para o experimento ou morrido durante o processo de cópia. Cada uma dessas opções muda completamente a forma como enxergamos a vilã.
Para a série, essa ambiguidade é um trunfo. Ela coloca a Jocasta como um espelho do próprio Visão, que também vive a dúvida entre ser o original ou uma reconstrução. E, com o Ultron agora no controle do corpo do herói, essa discussão sobre identidade tende a ficar ainda mais intensa.
No fundo, tudo isso leva a outra questão que a série vem cutucando desde o início: se uma mente digital pode ser humana, as I.A.s que vivem dentro do Visão também sentem de verdade? Esse é um assunto para a próxima conversa.
E você? Qual das três hipóteses acha que é a verdadeira? Conta pra gente nos comentários!




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