O Maior Vilão de ‘Jujutsu Kaisen’ Foi Baseado em Adolf Hitler?

Luiz Gustavo Gonçalves

Pensando sobre uma possível conexão teoria sobre ‘Jujutsu Kaisen’ que é pesada, bizarra e ao mesmo tempo MUITO interessante. Talvez o Gege Akutami tenha usado elementos de uma das figuras mais cruéis da história da humanidade para construir o visual e a presença do Kenjaku. O que implicaria que Kenjaku foi baseado em Hitler!

E quando você começa a juntar tudo… a parada fica estranhamente suspeita. Porque o Kenjaku, principalmente no corpo de Noritoshi Kamo, foi chamado de “o feiticeiro mais maligno da história”. E isso não é pouca coisa! Estamos falando de um personagem que atravessou séculos fazendo experimentos grotescos, manipulando pessoas e tratando vidas humanas como se fossem peças descartáveis.

Só que o mais curioso é que a semelhança não está só na crueldade. Tem também o visual, a ideologia, a simbologia e até alguns detalhes históricos que fazem muita gente acreditar que Gege Akutami usou referências indiretas de Adolf Hitler para construir a imagética do personagem.

O feiticeiro mais cruel da história!

Se tem uma coisa que define o Kenjaku é que ele ultrapassa qualquer limite moral possível. O cara literalmente fez experimentos com mulheres grávidas, fetos, bebês e incontáveis vítimas inocentes ao longo dos séculos. E isso deixa o personagem ainda mais perturbador, porque ele não é cruel por impulso igual o Sukuna. O Kenjaku é mais cruel e louco do que todos.

Ele trata sofrimento humano como pesquisa. E aí entra uma das partes mais importantes da comparação. Porque historicamente, uma das coisas mais associadas ao nazismo foram justamente os experimentos humanos grotescos feitos durante a Segunda Guerra Mundial. Experimentos dos mais cruéis possíveis realizados em nome de uma suposta evolução, pureza ou avanço.

No caso de Kenjaku, a obsessão dele gira em torno da energia amaldiçoada e da evolução dos feiticeiros. Ele acredita que os humanos comuns são inferiores e que existe uma forma “superior” de existência. E sinceramente? Isso é supremacismo.

Kenjaku Jujutsu Kaisen
Reprodução – TOHO Animation/Jujutsu Kaisen

Separados por 0,5 cm de bigode e algumas décadas

Além das atitudes, existe também toda uma construção visual no personagem. Kenjaku, principalmente no corpo de Noritoshi Kamo, possui um visual extremamente sóbrio, frio e intimidador. Só que tem um detalhe que chama atenção: o pequeno bigode e as expressões faciais lembram MUITO Adolf Hitler.

Só que tem um detalhe histórico ainda mais bizarro aqui. Durante a parceria entre o Japão Imperial e a Alemanha Nazista no chamado Pacto Anticomintern, existiram registros históricos de presentes diplomáticos envolvendo kimonos personalizados para Hitler.

Sim… Hitler chegou a receber um kimono japonês relacionado à aliança política entre os países.
Então quando alguns fãs perceberam o Kenjaku usando um kimono preto parecido com imagens históricas antigas… a comparação ficou ainda mais forte.

Reprodução de jornal antigo à direita e reimaginação da foto original à esquerda

É isso que o Kenjaku representa!

Mas calma! Isso NÃO significa que Gege Akutami quis transformar Kenjaku literalmente em Hitler dentro do universo de ‘Jujutsu Kaisen’. Na verdade, parece que a intenção foi outra. Gege provavelmente usou elementos associados ao imaginário do mal absoluto para construir um personagem que causasse desconforto imediato no público.

Porque quando alguém pensa em “o ser humano mais cruel da história”, uma das figuras mais lembradas acaba sendo Hitler. Então o autor parece brincar com isso de forma simbólica. O título de “feiticeiro mais maligno da história”, o supremacismo, os experimentos humanos e até certos elementos visuais ajudam a criar essa sensação de horror histórico em volta do personagem.

E funciona MUITO. Porque diferente de vilões exagerados e fantasiosos, o Kenjaku assusta justamente por parecer possível demais. Ele é o tipo de personagem que representa o lado mais monstruoso da inteligência humana.

Kenjaku Jujutsu Kaisen
Reprodução – Manga Plus/Gege Akutami

O Suguru Geto contribuiu para essa história!

E aí entra outro detalhe genial do Gege Akutami. Porque talvez não seja coincidência o Kenjaku ter assumido justamente o corpo do Suguru Geto.

O Geto já carregava uma ideologia extremamente perigosa dentro de ‘Jujutsu Kaisen’. Ele acreditava que feiticeiros eram seres superiores aos humanos comuns. Ou seja… o corpo perfeito para alguém como Kenjaku.

É quase como se Gege tivesse unido duas manifestações diferentes de supremacismo em um único personagem. O Geto tinha a ideologia. O Kenjaku tinha a experiência, a frieza e a monstruosidade acumulada durante mais de mil anos.

E isso transforma o personagem em algo muito maior do que apenas “o vilão forte do anime”. Ele vira quase uma representação histórica do que acontece quando alguém passa séculos vendo pessoas apenas como ferramentas descartáveis.

Kenjaku/Geto jujutsu kaisen
Reprodução – Shueisha/Gege Akutami

Por que não transformar o Kenjaku em Hitler então?

Agora… a pergunta: “se era para fazer essa comparação, por que o Gege simplesmente não disse que o Kenjaku foi Hitler durante a Segunda Guerra?” E a resposta provavelmente é justamente porque isso seria desrespeitoso e superficial. O Kenjaku funciona melhor como um símbolo.

Ele não representa apenas um homem cruel específico da história. Ele representa séculos de crueldade humana acumulada. Guerras, experimentos, supremacismo, manipulação e desumanização.
Além disso, fazer uma ligação direta poderia transformar um tema extremamente pesado em algo apelativo demais para um mangá shounen.

Do jeito que Gege construiu, a inspiração fica apenas na imagética e nos conceitos. E sinceramente? Isso deixa tudo ainda mais assustador. Porque no fim das contas, o Kenjaku não parece um monstro sobrenatural. Ele parece o pior lado da humanidade usando uma maldição como máscara.

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