Lanternas cita Superman e O Esquadrão Suicida, parte do DCU

Andre Luiz

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Alerta de spoilers para o sexto episódio de Lanternas. A série de John Stewart e Hal Jordan finalmente respondeu uma dúvida que rondava os fãs desde a estreia: como esse drama sombrio e terroso se encaixa no restante do Universo Estendido da DC comandado por James Gunn? A resposta veio através de uma cena de vendas envolvendo arquitetura, bunkers e um pouco de trauma pessoal.

Um arquiteto marcado pelo passado como herói

A segunda metade da temporada de Lanternas retoma a linha do tempo de 2026, dez anos após a batalha que destruiu a cidade fictícia de Rushville, em Nebraska, e matou a Caçadora Zoe Macon, interpretada por Poorna Jagannathan. O episódio “Bad Optics” finalmente mostra o que John Stewart fez da vida depois de abandonar os Lanternas Verdes: ele virou um arquiteto renomado, e não um qualquer, já que seu trabalho é inteiramente dedicado a proteger civis das ameaças vistas ao longo do DCU.

Logo na abertura do episódio, John participa de uma reunião de negócios decisiva com o irmão, Marcus, pouco antes de descobrir que Hal Jordan está morto. O encontro é uma apresentação de vendas para o projeto arquitetônico que batizou de bunkers de pânico, estruturas enormes o bastante para abrigar milhares de civis durante ataques de metaumanos ou alienígenas.

Para reforçar seu argumento, John cita diretamente o incidente ocorrido em Metrópolis no ano anterior, referência direta ao terceiro ato de Superman, quando Lex Luthor cria acidentalmente uma fenda dimensional que quase engole a cidade inteira. Ele também garante que seus bunkers resistiriam caso outra estrela-do-mar gigante saísse rastejando do oceano, numa referência clara a O Esquadrão Suicida, filme em que a criatura alienígena Starro escapa de anos de confinamento e provoca o caos na fictícia Corto Maltese.

Starro em O Esquadrão Suicida – Reprodução/Warner Bros./DC

A apresentação termina com John oferecendo um depoimento pessoal sobre sua breve passagem como Lanterna Verde e o massacre ocorrido na Batalha de Rushville.

Uma crítica silenciosa à própria cultura dos super-heróis

O detalhe mais interessante dessa nova fase de John Stewart é o jeito como ele usa suas habilidades como arquiteto quase como uma repreensão à cultura dos super-heróis. Fica evidente sua desilusão com a Tropa dos Lanternas Verdes, com Hal Jordan e com todo o processo de treinamento que passou, a ponto de ele hoje enxergar os heróis e suas ações como uma ameaça tão grande quanto os vilões que enfrentam.

A cena ainda não escancara esse ressentimento por completo, mas ele já queima por baixo dos panos, o que fica claro quando John deixa a reunião para encontrar Hal e acaba quebrando o nariz do amigo.

Essa também é uma forma conveniente de a produção responder de vez às dúvidas que os fãs vinham levantando desde a estreia sobre como esse tipo de série tão diferente se encaixa junto a Superman, Pacificador, O Esquadrão Suicida e o restante do universo.

Vale lembrar que a escalação de Aaron Pierre como John Stewart já prometia essa conexão mais direta com o restante do DCU desde o anúncio oficial da série, e que o próprio Starro, vilão citado na cena, já tinha um histórico e tanto nos bastidores, como quando James Gunn revelou que o Esquadrão Suicida quase enfrentou o próprio Superman em vez da criatura alienígena. Agora, sabendo dessa base, o público já tem uma boa pista de que John Stewart está fadado a cruzar caminho com o próprio Superman em um futuro filme.

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