Lanternas: Hal Jordan sente o “carinho da torcida” em clipe do final

Andre Luiz

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O desfecho de Lanternas se aproxima, e um novo clipe mostra um lado sombrio do Hal Jordan de Kyle Chandler. A cena se passa dez anos depois da batalha contra o Caçador, em Rushville, no Nebraska, e mostra que o herói virou o alvo preferido da raiva da população.

No trecho, moradores hostis culpam Hal pela destruição na região. É a xerife Kerry, vivida por Kelly Macdonald, quem sai em defesa dele, o que cria um contraste forte entre a imagem de lenda e a de um homem desprezado pelos cidadãos. A cena também pode indicar lacunas na ausência de dez anos do personagem.

As perguntas que o final precisa responder

A expectativa é alta, porque o episódio deve tratar de questões deixadas em aberto: quem matou Hal, qual o papel de Sinestro e como John Stewart, interpretado por Aaron Pierre, se torna o Lanterna Verde da Terra. Guy Gardner também é citado como presença no capítulo.

O trailer do final já dava pistas, com John Stewart prestes a recitar o juramento clássico e recuperando o anel de Hal do túmulo. Uma versão holográfica do herói, vivida por Chandler, diz algo marcante.

Não tenha medo de ter medo.

Essa presença digital, aliás, tem explicação na série: o anel guarda uma cópia da consciência de Hal, o chamado protocolo sentinela, mecanismo que, como explica a matéria do Ei Nerd sobre a aparição do herói depois de morto, abre uma brecha na regra de James Gunn de que, no DCU, quem morre fica morto.

Hal Jordan
Hal Jordan em Lanternas – Divulgação / DC Studios

Um herói imperfeito, por escolha dos autores

A roteirista Vanessa Baden Kelly comentou a complexidade do protagonista, em declaração em que se refere a traços problemáticos do personagem.

Eu consigo olhar para as microagressões do Hal e pensar: sim, ele tem algumas tendências racistas.

A fala ajuda a entender o tom da série, que não poupa seus heróis de contradições.

O clipe indica que a produção prefere um Hal Jordan humano e falho a um modelo de virtude. Para os fãs, isso gera debate, pois afasta a imagem clássica do piloto destemido. Para o estúdio, a escolha é um risco calculado, porque constrói a ponte para a ascensão de John Stewart sem apagar a sombra do antecessor. O episódio final dirá se a aposta compensa.

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