Lanternas repetiu problema conhecido de outras adaptações

Andre Luiz

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O desfecho da série da HBO ainda rende debate. Para muitos, Lanternas repetiu o pior problema das séries de super-heróis: a falta de um traje no momento em que o herói finalmente nasce. Atenção, o texto traz spoilers do final.

O momento em que John Stewart vira Lanterna Verde

Na cena final, John Stewart decide proteger a Terra e assume o posto de Lanterna Verde, usando a bateria de poder criada por Sinestro. Ele carrega o anel, veste roupas comuns e começa a levitar, deixando a cidade em voo sem uniforme heroico. Isso esvazia o impacto do momento de origem do personagem.

O problema não é novo. Em Demolidor, Matt Murdock só veste o traje clássico no fim da primeira temporada, mas a cena funciona como catarse. Em Smallville, Clark Kent só aparece como Superman no episódio final da décima temporada, depois de usar versões anteriores.

A diferença é que essas obras entregavam o momento com mais impacto, enquanto Lanternas manteve estilo realista por toda a temporada, ocultando poderes alienígenas em formas humanas e evitando grandes cenas de ação, talvez por limites de orçamento.

John Stewart e Hal Jordan
John Stewart e Hal Jordan – Divulgação/HBO Max

Um tom que divide o público

A crítica ecoa queixas de parte da audiência. Como o Ei Nerd registrou, alguns fãs esperavam uma aventura cósmica com policiais espaciais e receberam um drama criminal mais terreno, com Hal Jordan sendo rebaixado em favor de Stewart. Eles citam uma descrição de James Gunn feita em 2023.

Esta é a história de uma dupla de Lanternas Verdes... policiais espaciais vigiando o distrito da Terra. Nela, eles descobrem um mistério aterrorizante que se conecta à nossa história maior do DCU.

Ainda assim, a série foi bem avaliada pela crítica. A matéria do Ei Nerd sobre a audiência cita 92% no Rotten Tomatoes e 73% de aprovação do público, além de dúvidas sobre a renovação, já que a HBO ainda não encomendou oficialmente uma segunda temporada.

O que a DC poderia aprender

A lição é que, em um universo em que heróis atuam com trajes há décadas, escolhas visuais muito contidas podem soar forçadas e dar a impressão de desprezo pelo material original. É uma opinião, e não consenso, mas ajuda a entender a cobrança de parte dos fãs.

A série tem méritos reconhecidos, mas o debate mostra um dilema real. Para os fãs, o traje é símbolo de celebração, e a ausência dele no final pode frustrar. Para a DC Studios, uma eventual segunda temporada tem a chance de corrigir o rumo e entregar o visual que o público espera. Se isso vai acontecer, só o futuro dirá.

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