Lanternas, sucesso recente da HBO, pode ter apresentado um modelo de produção para a DC, a Marvel e Star Wars: narrativas centradas em gente, com orçamento enxuto e pouca dependência de efeitos visuais.
A escolha de apostar nos Lanternas depois do fracasso de Lanterna Verde, de 2011, foi um risco que quebrou o molde. A série mistura super-heróis e dupla de policiais, e o treinamento entre Hal Jordan e John Stewart seria um clichê que funciona porque ambos são desenvolvidos como pessoas, e não apenas como poderes.
A produção ainda contou com Chris Mundy, Damon Lindelof e Tom King na equipe criativa.
Menos brilho, mais drama
É preciso reconhecer que os efeitos foram modestos, com construtos simples e muitas cenas escuras. Essa escolha mostra que o público pode aceitar um caminho diferente, com menos explosões e efeitos especiais, mas com mais importância nas histórias. O famoso caso do “menos é mais”.
Séries como The Mandalorian e Mulher-Hulk lembram que cortar gastos agrada a executivos, sobretudo depois da fusão envolvendo a Skydance, a HBO Max e a Warner Bros. Mas fica também a pergunta se os fãs aceitariam por muito tempo heróis que não sejam tão “super” assim visualmente.

No caso de Lanternas, talvez segunda temporada com tom de drama policial e poucos poderes possa ter dificuldade para manter o público.
Os números pedem cautela
Ainda não há dados de audiência, e o Ei Nerd registrou um cenário mais misto. Em uma análise sobre o menor índice de público do DCU no Rotten Tomatoes, a série aparece com 91% da crítica e 70% do público, nota que caiu depois do episódio final. A divisão se concentra no tratamento de Hal e John, e parte dos fãs reclama da falta da ameaça cósmica prometida por James Gunn.
Em outra matéria, o Ei Nerd questionou se a série corre risco de cancelamento, já que a HBO não encomendou oficialmente a segunda temporada. A emissora divulgou que um episódio somou 10 milhões de espectadores globais em três dias, mas o texto avisa que essa métrica não se compara com a de outros sucessos. Mundy já escreve roteiros para uma continuação, mas nada foi confirmado.
A ideia de um modelo enxuto soa sedutora para os estúdios, mas depende de a fórmula conquistar fãs que esperavam espetáculo. Para o público, a série pode ser um respiro. Para a DC, o desafio é manter o interesse sem entregar explosões. Além disso, trata-se de uma opinião, sem fontes para custos ou desempenho, e a renovação ainda é uma incógnita.






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