O debate em torno de Lanternas ganhou um novo capítulo. Em entrevista ao programa The Midnight Boys, da The Ringer-Verse, os roteiristas Vanessa Baden Kelly e Justin Britt-Gibson defenderam o retrato de Hal Jordan, que alguns fãs consideram problemático, e explicaram como o contexto político americano moldou a relação entre Hal e John Stewart.
Uma discussão que pede nuance
Baden Kelly disse que a reação de parte do público a surpreendeu, sobretudo pela falta de espaço para interpretações mais complexas do personagem. Em seguida, a roteirista explicou como lê as atitudes de Hal na tela, relacionando o comportamento a uma geração e a um contexto determinados.
Consigo olhar para as microagressões do Hal e pensar: sim, ele tem algumas tendências racistas, porque é um homem de certa idade que cresceu em certa época e em certo lugar.
Para ela, a coexistência de traços positivos e negativos no mesmo personagem faz parte da proposta.
E as duas coisas são verdade. E o público, às vezes, não conseguir sustentar que as duas coisas são verdade foi muito difícil para mim.
Baden Kelly contou que a sala de roteiro discutia a troca de gerações entre os dois Lanternas quando a Convenção Nacionaldo Partido Democrata dos EUA se aproximava. O momento, afirmou, apenas reforçou uma ideia que já estava em cena.

A visão de Justin Britt-Gibson
Já Britt-Gibson falou sobre John Stewart, vivido por Aaron Pierre, e a tensão criada pela chegada de um jovem recruta ao lado de um veterano.
Você vem segurando esse tipo de legado e, de repente, aparece esse cara jovem, negro e bonito, forte e confiante. É ameaçador.
O que isso significa para o DCU
A série, que tem Chris Mundy como showrunner e Damon Lindelof e Tom King entre os criadores, acompanha a dupla na investigação de um assassinato no interior dos Estados Unidos. O Ei Nerd já noticiou a escalação de Aaron Pierre como John Stewart, em 2024, e a chegada de Poorna Jagannathan ao elenco.
Para o futuro do DCU, a série mostra que a DC Studios aceita tratar temas sociais de frente, o que pode atrair um público mais adulto.
Para os fãs, o resultado é ambíguo: há quem celebre a coragem e quem prefira heróis menos complexos. Para o estúdio, o desafio é equilibrar discussão política e entretenimento sem afastar parte da audiência. O debate, em resumo, deve seguir aceso até o final da temporada.





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