Quando uma feiticeira enlouquece e nem Superman, Batman, Mulher-Maravilha e Ciborgue conseguem contê-la, quem a DC chama? A resposta veio há 15 anos, em Liga da Justiça Sombria #1, lançada em setembro de 2011 como parte dos Novos 52.
Os especialistas em magia entram em cena
Com os heróis tradicionais sem saída, entra em campo uma equipe de especialistas em ocultismo: Penumbra, Madame Xanadu, Deadman, Zatanna e John Constantine. A vilã é a Magia, alter ego de June Moone. Já a dupla criativa era formada por Peter Milligan no roteiro e Mikel Janín na arte, que trouxeram para o universo principal personagens estranhos do selo Vertigo.
A série original durou 40 edições até 2015, e Jeff Lemire assumiu a escrita a partir da edição #9, com Andrew Bennett e Orquídea Negra no grupo.Uma segunda fase, assinada por James Tynion IV, rendeu 29 edições entre 2018 e 2021. No Brasil, o primeiro volume ficou conhecido como Liga da Justiça Sombria: Nas Sombras.
Das telas ao limbo
O grupo ganhou as animações Liga da Justiça Sombria (2017) e Liga da Justiça Sombria: Guerra de Apokolips (2020). A versão live-action, porém, ficou no papel: uma série da HBO Max proposta em 2020 foi engavetada até 2023. Em 2021, o Ei Nerd noticiou que a HBO Max buscava um novo ator para o mago mais famoso da DC, com Riz Ahmed mencionado, mas nada saiu do planejamento.

A fama do personagem também vem do filme Constantine (2005). No mesmo ano da notícia da HBO Max, Keanu Reeves declarou vontade de reviver o personagem:
Eu adoro interpretar Constantine. John Constantine. Já vivi muitos Johns. Quantos Johns eu já fiz? Nem sei. Acho que mais de dez.
Por que o grupo continua atual
Quinze anos depois, a Liga da Justiça Sombria resiste porque ocupa um espaço que os heróis clássicos não alcançam: o do mistério.
Para os fãs, cada nova promessa reacende a esperança de ver Zatanna, Deadman e Constantine juntos nas telas. Para a DC, o desafio é transformar esse prestígio de nicho em um projeto capaz de sair do papel.






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