Os magos e feiticeiros da DC são melhores que os da Marvel?

Andre Luiz

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Doutor Estranho e Feiticeira Escarlate conquistaram o coração do público através das telonas, mas uma análise mais atenta dos quadrinhos revela um panorama diferente. Quando o assunto é diversidade e liberdade criativa dentro do universo místico, a DC Comics constrói um repertório de personagens bem mais rico do que qualquer coisa que a Marvel já produziu.

Há quem defenda essa tese: enquanto a Marvel trata a magia como mais um sistema estruturado de poderes dentro da lógica tradicional de super-heróis, a DC sempre encarou o tema de forma selvagem e livre, sem amarras rígidas, permitindo abordagens narrativas que vão muito além do gênero clássico de heróis fantasiados.

O peso excessivo de um único protagonista

A própria estrutura criada pela Marvel em torno do Doutor Estranho acabou limitando o crescimento de outros personagens místicos dentro do próprio universo. Ao consolidar a figura do Mago Supremo como autoridade central sobre toda a magia, o estúdio introduziu fronteiras que impediram o gênero de se expandir para além dessa hierarquia única, cenário bem distinto do que aconteceu do outro lado da rivalidade entre as duas editoras.

Um time bem mais numeroso e diverso

A DC, por outro lado, nunca centralizou totalmente a autoridade mágica dentro de sua mitologia, ao menos não até desenvolvimentos editoriais bem mais recentes. Essa ausência de hierarquia rígida abriu espaço para nomes como Zatanna, Senhor Destino, Espectro, Monstro do Pântano, Ravena, Ametista, Tim Hunter e outros construírem trajetórias completamente independentes entre si.

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John Constantine – Reprodução/DC Comics

John Constantine talvez seja o exemplo mais emblemático dessa liberdade criativa, provando que a editora nunca teve medo de levar suas histórias de magia para direções bem mais ousadas dentro do próprio catálogo.

Vale lembrar que Constantine segue rendendo boas notícias fora dos quadrinhos, como mostramos ao noticiar que a HBO Max está desenvolvendo uma nova série dedicada ao personagem. O próprio universo de Sandman também exemplifica bem essa diversidade temática, especialmente após as mudanças reveladas pelo próprio Neil Gaiman, como detalhamos ao cobrir os ajustes prometidos para a adaptação da Netflix em relação ao material original.

Personagens, não apenas super-heróis com poderes

O fato é que que os nomes místicos da Marvel praticamente resumem a totalidade dos personagens interessantes do próprio universo místico do estúdio. Já a DC oferece uma diversidade bem mais ampla, funcionando menos como uma galeria de super-heróis que usam magia e mais como personagens de ficção que, entre outras características, também dominam artes arcanas.

Comparações entre universos de magia sempre rendem debates acalorados entre fãs das duas editoras, especialmente diante do sucesso comercial que Doutor Estranho e Feiticeira Escarlate conquistaram dentro do próprio Universo Cinematográfico Marvel. Ainda assim, para quem acompanha de perto os quadrinhos há mais tempo, a variedade tonal e temática oferecida pela DC segue como argumento difícil de contestar nessa disputa em particular entre as duas gigantes dos quadrinhos.

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