Marvel anuncia versões monstruosas para o novo projeto de Deadpool

Cheyna Corrêa

A nova saga ‘Badpools’ revela uma origem sombria para os pedaços descartados do anti-herói. A trama mergulha no lado mais trágico do Mercenário Tagarela.

Atenção: este texto contém spoilers da HQ “Wade Wilson: Deadpool” No. 6.

Marvel preparou um dos momentos mais perturbadores da história de Deadpool nos quadrinhos. Na edição Wade Wilson: Deadpool No. 6, o Mercenário Tagarela se depara com versões monstruosas e deformadas de si mesmo. A revelação por trás dessas criaturas, batizadas de “Badpools”, mexe diretamente com a lore do famoso fator de cura do personagem. A trama sombria é assinada pelo roteirista Benjamin Percy, com arte de Alex Lins e cores de Alex Sinclair.

A reviravolta perturbadora em ‘Wade Wilson: Deadpool’

Tudo começa quando uma cópia ainda mais desfigurada de Deadpool ataca Wade em sua casa. Após se recuperar do tiro, o verdadeiro Wade mata o clone demente, que implode em uma nuvem de fumaça verde. Desconfiado, ele investiga o corpo e encontra pistas de que seria alvo de um sequestro.

A busca leva o anti-herói até um esconderijo repleto de duplicatas grotescas. Enquanto o atacam, todas repetem, em uníssono, que são a mesma pessoa que ele. Antes de eliminar a última, Wade descobre a verdade: as criaturas são feitas dos pedaços de corpo que ele descartou ao longo dos anos. Para sobreviver e parar de sentir dor, elas precisam do sangue de seu “criador”. Chocado, Wade testa a teoria arrancando o próprio dedo com uma mordida, que rapidamente cresce e se torna um novo ser consciente.

A lore por trás do fator de cura

Para entender o fenômeno, é preciso relembrar como funcionam os poderes do personagem. Diferente do que muitos pensam, Deadpool não é um mutante, mas sim um “mutate”, pois seu fator de cura foi derivado artificialmente do poder de Wolverine. Essa habilidade é o que mantém seu câncer sob controle, além de ser a causa de sua pele desfigurada.

Acontece que essa regeneração sempre teve regras peculiares. Na clássica série “Deadpool: Agent X”, de Gail Simone, descobrimos que a cura é mais mental do que física. Já em “Evil Deadpool”, de Daniel Way, foi revelado que juntar suas partes descartadas pode criar um novo Wade. Não à toa, seu fator de cura é um dos mais bizarros de toda a editora, algo que fica evidente até em suas aparições em games, como sua recente chegada a ‘Marvel Rivals’.

Um Mercenário Tagarela mais trágico

Vale destacar que a nova fase da HQ aposta em um tom muito mais pesado e dramático. Por baixo das piadas e da violência exagerada, esta série retrata um Wade Wilson profundamente abalado emocionalmente, um homem destruído por dentro.

Grande parte dessa dor vem de eventos recentes envolvendo sua família. Como mostramos ao detalhar a tragédia com sua filha Ellie Camacho, o personagem carrega uma culpa imensa por seu desaparecimento. Consumido por esse peso, Deadpool passou a se punir constantemente, o que torna a chegada dos “Badpools” ainda mais angustiante.

O que ‘Badpools’ significa para o personagem?

Do ponto de vista criativo, a saga marca uma guinada ousada para o anti-herói. O roteirista Benjamin Percy, conhecido por seu talento com histórias de terror, transforma Deadpool em um verdadeiro protagonista de body horror, explorando o pesadelo de encarar suas piores versões.

Para os fãs, essa abordagem mostra o poder único dos quadrinhos. Enquanto a versão do cinema, vivida por Ryan Reynolds em ‘Deadpool & Wolverine’, aposta na comédia escrachada, as HQs podem mergulhar em territórios muito mais sombrios e psicológicos. Como este é apenas o começo da história, tudo indica que a trama ficará ainda mais perturbadora nas próximas edições. E você, está curtindo essa fase de terror do Deadpool? Comente aqui embaixo!

Fonte: Bam!SmackPow!

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