Massive Entertainment assume Splinter Cell e Ghost Recon na Ubisoft

Vinicius Miranda

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A renomada desenvolvedora foi promovida internamente e agora liderará as maiores franquias de ação da publicadora. Mudança faz parte de um grande corte de gastos.

A gigante francesa Ubisoft anunciou uma reformulação monumental em sua estrutura interna de desenvolvimento. O aclamado estúdio Massive Entertainment assumiu oficialmente o importante posto de “Casa Criativa 2” (Creative House 2) da empresa. Com essa promoção estratégica, a produtora passará a comandar de forma direta o futuro de propriedades intelectuais lendárias no mundo dos videogames.

A lista de responsabilidades atualizadas inclui gigantes como “Tom Clancy’s The Division”, o tático “Tom Clancy’s Ghost Recon” e o altamente cobiçado jogo de furtividade “Tom Clancy’s Splinter Cell“. Além de cuidar dessas lendas da espionagem e da guerra, a equipe liderará a criação de uma franquia totalmente original, provisoriamente intitulada como “March of Giants”.

O impacto financeiro e a nova estrutura global

Essa enorme união de forças não acontece por acaso. A decisão reflete o momento corporativo delicado da publicadora. A medida drástica acompanha a terceira e supostamente última fase de reestruturação contínua da produtora francesa. O objetivo principal dessa etapa é realizar um corte de despesas na casa dos 180 milhões de euros.

De acordo com fontes do mercado, o plano inicial da diretoria era cortar cerca de 200 milhões de euros, mas o valor foi levemente reajustado. Para otimizar essa operação colossal, diversos estúdios espalhados pelo mundo foram unificados. A partir de agora, as equipes de desenvolvimento localizadas nas cidades de Montreal, Paris e Toronto atuarão sob a mesma bandeira e identidade criativa da marca sueca Massive Entertainment.

O retorno do espião e a liderança do estúdio

Splinter Cell – Divulgação / Ubisoft

O produtor Christoph Hartmann, atual gerente geral desta nova mega divisão, assumiu o controle com um discurso focado em sinergia. A marca escandinava construiu um legado de quase três décadas na indústria, ganhando a confiança cega de grande parte da comunidade com sua tecnologia de ponta. Em um comunicado oficial sobre a fusão das equipes, Hartmann declarou:

“Trazer nossas equipes juntas sob uma única identidade nos dá a oportunidade de combinar a energia criativa e a experiência em Montreal, Paris, Suécia e Toronto para moldar a próxima geração dessas franquias icônicas, criar novos jogos e IPs, e impulsionar nossa arte e tecnologia para frente.”

Apesar dessa gigantesca mudança nos escritórios, a empresa fez questão de acalmar os fãs e os acionistas. A Massive Entertainment continuará sendo uma parte integral da Ubisoft, que segue responsável por publicar e distribuir todos os jogos globalmente. As produções em andamento não sofrerão pausas ou cancelamentos bruscos devido a essa reorganização corporativa.

A centralização dessas marcas representa uma mudança de paradigma essencial. O que isso significa para o futuro da franquia de Sam Fisher? Significa que as propriedades com o selo “Tom Clancy” finalmente terão uma visão criativa unificada e coerente. Historicamente, essas séries sofreram com trocas de diretores e mudanças drásticas de tom a cada novo lançamento. Colocar tudo sob um único teto garante um controle de qualidade muito mais rígido.

Para o público saudosista, a notícia é incrivelmente positiva e animadora. A Massive Entertainment é dona da poderosa “Snowdrop Engine”, um dos motores gráficos mais bonitos e otimizados da atualidade. Saber que o tão aguardado remake de “Tom Clancy’s Splinter Cell” utilizará todo o potencial tecnológico e a expertise visual desse estúdio eleva drasticamente as expectativas para o renascimento do gênero de furtividade.

O impacto prático para a Ubisoft no mercado corporativo é a recuperação da confiança. Ao unir vários estúdios menores sob o escudo de uma desenvolvedora de prestígio, a empresa corta gastos redundantes de administração e foca o dinheiro puramente na produção. Se o inédito projeto “March of Giants” for um sucesso estrondoso, essa reestruturação será lembrada como a jogada de mestre que salvou a década da publicadora francesa.

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