Meryl Streep é conhecida por sua honestidade cortante e seu talento inquestionável. Atualmente, durante a turnê de divulgação de O Diabo Veste Prada 2, a atriz decidiu analisar o estado da indústria cinematográfica em 2026. Em uma entrevista recente, de acordo com a Variety, ela expressou preocupação com a falta de nuances nos roteiros modernos. Segundo Streep, a tendência de simplificar personagens para o grande público está tornando o cinema algo previsível e monótono. Certamente, suas palavras ecoaram entre críticos que sentem falta de histórias mais densas e humanas.
O tédio dos heróis perfeitos e vilões rasos
Durante a conversa com Anne Hathaway e Emily Blunt, Meryl usou um termo curioso: a “Marvelização” dos filmes. Ela explicou que a indústria agora foca excessivamente em mocinhos impecáveis e vilões puramente malvados. Para a atriz, esse modelo de narrativa é extremamente chato. Além disso, ela ressaltou que a vida real é muito mais “bagunçada” do que as telas mostram.
Acho que tendemos a ‘Marvelizar’ os filmes agora. Temos os vilões e os mocinhos, e isso é tão chato. O que é realmente interessante na vida é que alguns heróis são falhos e alguns vilões são humanos.
Consequentemente, Streep elogiou o roteiro da sequência de Miranda Priestly. Ela acredita que o novo filme abraça a complexidade dos personagens. Nesse sentido, o público pode esperar figuras que resistem a categorizações fáceis. Afinal, a humanidade reside justamente nas contradições e nos erros cometidos.
Lições de carreira e a inteligência artificial
Além das críticas à indústria, Meryl compartilhou detalhes interessantes sobre sua trajetória. Ela revelou que quase recusou o primeiro filme em 2006 por causa da oferta salarial baixa. Todavia, ela decidiu negociar e conseguiu dobrar sua remuneração original. Segundo ela, foi necessário tempo para entender que os estúdios realmente precisavam dela. Essa lição de autovalorização é algo que ela carrega até hoje em suas negociações contratuais.
Por outro lado, o tema da Inteligência Artificial também surgiu na entrevista. Quando questionada se Miranda Priestly usaria ferramentas de IA, Meryl foi categórica ao dizer que não. Para a editora, assistentes humanos ainda são a única forma aceitável de gerenciar seu império. Anne Hathaway, entretanto, compartilhou um relato curioso sobre o tema. Ela suspeita que candidatos a empregos estão usando o ChatGPT para escrever notas de agradecimento idênticas.
Portanto, a conversa mostrou que, mesmo em um mundo tecnológico e cheio de fórmulas prontas, o fator humano continua essencial. O sucesso de O Diabo Veste Prada 2 nas bilheterias confirma essa tese. O público ainda deseja ver conflitos reais e diálogos inteligentes no cinema.
Você concorda com Meryl que os filmes de super-heróis acabaram pasteurizando as outras produções de Hollywood?






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