Ela está entre os nomes mais importantes do universo DC e forma a Trindade ao lado de Superman e Batman. Ainda assim, a Mulher-Maravilha hoje não parece uma personagem da DC, e a causa estaria no rumo que a editora tomou com a princesa amazona.
O peso da guerreira grega
A virada teria ocorrido depois de Crise nas Infinitas Terras, quando George Pérez reimaginou Diana como uma combatente ligada à mitologia grega, a Temiscira e aos conflitos entre deuses. Essa fórmula deixou a personagem quase genérica quando reduzida apenas a isso, e comprometeu as vendas, causando também impacto comercial.
Como era antes da Crise
Antes de 1985, a heroína tinha identidade secreta, um elenco civil desenvolvido, como as Holiday Girls, e aventuras variadas que misturavam romance, ficção científica e histórias esquisitas. Esse lado mais flexível aproximava a personagem do restante do universo de super-heróis da editora.
Atualmente, Diana parece comedida demais, com certo receio de abraçar um lado mais descontraído e aventureiro. Sem essas características, muito da personagem clássica se perde em meio ao clima “épico genérico” estabelecido.
A proposta é que a DC abrace todo o passado da personagem, estranheza inclusa, e traga de volta elementos pré-Crise, como o elenco civil, que ajudaria a ancorá-la no mundo contemporâneo.
O que a editora tem feito
A DC, na verdade, já experimentou rumos diferentes. No Universo Absoluto, como o Ei Nerd explicou, a roteirista Kelly Thompson e o artista Hayden Sherman criaram uma Diana que não cresce em Temiscira. Ela é entregue a Circe e criada como feiticeira, com luvas no lugar das pulseiras e um laço vermelho tingido por magia.

Em outro caminho, a editora também tratou a heroína como símbolo de esperança em um futuro alternativo, em que o Superman reconhece a Mulher-Maravilha nesse papel, como o Ei Nerd noticiou ao comentar a edição 25 da revista.
Identidade em disputa
Para os fãs, as versões alternativas mostram vontade de experimentar, embora cada uma pareça puxar a personagem para longe da outra. Para a DC, o desafio é encontrar um equilíbrio que preserve a mitologia sem engessar a heroína.
Se a editora conseguir unir a ousadia do passado com o peso do mito, a Mulher-Maravilha pode voltar a ocupar o lugar que o público espera da integrante da Trindade.






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