Nárnia: como Greta Gerwig pretende evitar problemas antigos

Andre Luiz

Publicidade

O novo filme de Nárnia dirigido por Greta Gerwig tem uma vantagem clara sobre as versões anteriores: ele não repete a história que todo mundo já viu. A escolha de adaptar Nárnia: O Sobrinho do Mago evita justamente o risco de saturação que pesou sobre a franquia.

Décadas girando em torno dos mesmos irmãos

Desde a publicação de O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa, em 1950, a obra de C.S. Lewis rendeu séries de televisão em 1967, 1979 e 1988, além dos filmes da Disney com a Walden Media nos anos 2000. Quase sempre, o foco recaiu sobre os irmãos Pevensie e sobre aquele primeiro livro.

Na sequência, Príncipe Caspian e A Viagem do Peregrino da Alvorada também ganharam as telonas. Em 2018, a Netflix fechou um acordo com a C.S. Lewis Company para tentar de novo, e agora a aposta é outra.

Um prelúdio que muda o ponto de partida

Publicado em 1955, o livro funciona como prelúdio e mostra como Nárnia surgiu. Por isso, Gerwig não precisa competir com as imagens gravadas na memória do público. Além disso, o público ganha uma história nova na tela, em vez de uma versão remendada de algo conhecido.

Aslan, o leão de “As Crônicas de Nárnia”, em imagem de divulgação oficial.
Aslan em “As Crônicas de Nárnia”. Imagem: Divulgação / Walden Media / Walt Disney Pictures.

O projeto também reúne um elenco de peso, com Daniel Craig, Meryl Streep, Emma Mackey e Carey Mulligan, além dos estreantes David McKenna e Beatrice Campbell. A trilha fica com Mark Ronson e Andrew Wyatt, a dupla que já trabalhou com a cineasta em Barbie. Conforme o Ei Nerd detalhou ao divulgar a data e o elenco, o filme chega aos cinemas em 12 de fevereiro de 2027, com sessões antecipadas em IMAX no dia 10, e entra na Netflix em 2 de abril de 2027.

Os papéis de cada ator, aliás, não foram detalhados oficialmente. Enquanto isso, as especulações sobre quem daria voz a Aslam seguem soltas, como na época em que o Ei Nerd noticiou que Craig poderia ser o leão, informação que nunca foi confirmada.

Renovar sem apagar o passado

Para a Netflix, a estratégia é inteligente. Em vez de disputar com a memória afetiva do público, a empresa oferece um recomeço cronológico e abre espaço para voltar aos Pevensie mais adiante. Para os fãs de longa data, a notícia é positiva, pois o universo ganha profundidade.

Contudo, o risco existe: com um orçamento alto e a pressão de uma franquia querida, qualquer deslize pesa em dobro. Por ora, a escolha de começar pelo início parece a mais sensata.

COMPARTILHE Facebook Twitter WhatsApp

Leia Também

ASSINE A NEWSLETTER

Aproveite para ter acesso ao conteúdo da revista e muito mais.

ASSINAR AGORA