Spider-Noir acompanhou Ben Reilly, um detetive particular desgastado que vivia nas ruas da Nova York dos anos 1930. Ele tentava equilibrar uma vida pessoal turbulenta com o peso de ser o único herói fantasiado da cidade.
Em vez de seguir a fórmula batida de CGI e collants tão comum nas adaptações de heróis, os oito episódios apostaram pesado na estética do cinema noir. A ideia era tão forte que a série chegou a ser pensada para ser assistida em preto e branco, mesmo com a versão colorida disponível como opção.
Um sucesso de crítica que não evitou o fim
O público e a crítica abraçaram a proposta sem ressalvas. Spider-Noir recebeu algumas das melhores notas já registradas no Rotten Tomatoes entre produções de heróis. A série ainda somou 11 indicações ao Emmy, mais do que qualquer outra série do Prime Video neste ano. Ainda assim, nada disso impediu a Amazon de encerrar a produção depois de uma única temporada.
A decisão já rendeu comentários do próprio Nicolas Cage. Em entrevista ao Deadline, o ator comentou sobre o fim da série:
Pra mim, uma temporada é perfeita, já que eu disse o que queria dizer com esse Homem-Aranha perigoso, inovador e pop-art.
A fala confirma o que Cage já havia dito quando a série estreou em maio. Na ocasião, ele descreveu os oito episódios como um projeto autoral completo e fechado em si mesmo. Não seria o primeiro capítulo de uma franquia maior. Ele não está errado: a temporada se sustenta sozinha e não depende de uma continuação. Ainda assim, é uma pena não termos mais aventuras noir ao lado de Ben Reilly.
O papel de Spider-Noir dentro do Aranhaverso
A Sony vem tentando há quase uma década construir um universo do Homem-Aranha independente da Marvel Studios e do Peter Parker de Tom Holland. Os resultados têm sido bem irregulares, para dizer o mínimo. Depois do sucesso de Venom, as sequências, somadas a Morbius, Madame Teia e Kraven, o Caçador, patinaram tanto na crítica quanto na bilheteria.

O próprio chefe da Sony Motion Picture Group, Tom Rothman, confirmou algo em fevereiro deste ano. Segundo ele, o estúdio vai reiniciar toda essa linha de filmes em live-action com novas equipes criativas.
Já o lado animado do universo do Homem-Aranha segue vivendo seus melhores dias. Homem-Aranha no Aranhaverso e Homem-Aranha: Através do Aranhaverso seguem conquistando crítica e bilheteria. A Sony Pictures Animation ainda mantém em desenvolvimento os spin-offs do Punk-Aranha e da Gwen-Aranha. Os detalhes desses projetos, porém, seguem em segredo.
Um adeus que não é definitivo para Cage
Spider-Noir abriu uma nova frente para Cage. A série deu ao ator uma chance em live-action com o personagem que ele já havia dublado na animação. O projeto ficou totalmente separado do conturbado universo em live-action da Sony.
Suas indicações ao Emmy e notas no Rotten Tomatoes mostram algo importante: deixar uma equipe criativa contar uma história completa ainda pode gerar um sucesso genuíno. Isso vale mesmo sem a obrigação de preparar sequências ou universos compartilhados.
Não é à toa que a Amazon MGM Studios e a Sony Pictures Television já trabalham em outro projeto reservado envolvendo propriedades da Marvel. Isso acontece mesmo com Spider-Noir fora da grade. Quanto a Cage, a expectativa é que ele volte a dar voz ao personagem em Homem-Aranha: Além do Aranhaverso.
O filme fecha a trilogia animada em 18 de junho de 2027, garantindo a ele uma última aventura como o Spider-Noir depois do fim da série solo.






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