Esse foi o primeiro filme que ENTENDEU o espírito de ‘Mortal Kombat’. E o segredo foi que eles finalmente perceberam que não dava pra transformar ‘Mortal Kombat’ em um filme sério e super profundo igual um drama da HBO.
Não tem como! É uma franquia onde um ninja morto volta do inferno para lutar contra um imperador interdimensional enquanto um ator de Hollywood dá soco no saco de um deus! E justamente por abraçar essa galhofa que o filme finalmente funcionou.
Johnny F#d@o Cage roubou a cena
Johnny Cage virou o coração do filme. Isso é surreal, porque normalmente o Johnny é aquele personagem fanfarrão, cheio de piadinha e que muita gente acha meio vazio. Só que aqui fizeram algo MUITO inteligente: transformaram ele em um ator decadente.
O cara virou literalmente um ex-astro de Hollywood em fim de carreira. Ninguém liga mais pra ele, ninguém quer autógrafo dele, ninguém respeita ele. E isso mudou COMPLETAMENTE o personagem.
Porque agora ele é um cara quebrado emocionalmente. E isso faz toda diferença!
A gente acompanha o Johnny tentando recuperar propósito, autoestima e até respeito próprio no meio daquele caos interdimensional. Fora que o Karl Urban abraçou o personagem de vez. O cara traz esse humor escrachado estilo Billy Butcher para o Johnny Cage de um jeito perfeito. Ele xingando todo mundo, colocando o óculos com dedo do meio, zoando os inimigos e metendo golpe baixo virou uma das melhores partes do filme inteiro.
A Kitana foi a protagonista que ninguém esperava
Outra coisa que finalmente acertaram foi entender que a Kitana precisava ser uma das protagonistas centrais da história. Porque pensa comigo: quem tem a conexão mais pessoal com tudo aquilo? O Shao Kahn matou o pai dela, roubou o reino dela, manipulou a mãe e destruiu completamente a vida dela. Então fazia muito mais sentido ela ser o centro emocional da trama do que qualquer outro personagem aleatório.
E isso ficou MUITO mais forte porque o filme não tenta transformar ela em “donzela em perigo”. Muito pelo contrário! A Kitana é literalmente uma guerreira no meio da tempestade política e dimensional da Exoterra.

O filme entendeu que Mortal Kombat é besteirol
Aqui está o maior acerto do filme inteiro: eles pararam de ter vergonha da franquia. Isso acontece muito em adaptação de videogame e quadrinho. Os diretores ficam tentando deixar tudo “realista”, “pé no chão”, “sombrio” e acabam destruindo justamente o que fazia a obra ser divertida. Porque se tudo é épico e sério, então nada é épico ou sério de verdade. Zack Snyder mostrou bem isso. Só que aqui o filme abraça totalmente a maluquice.
Tem ninja fantasma, deus do trovão, torneio entre dimensões, magia, sangue voando pra todo lado, piada escrota e fatality grotesco. E é exatamente isso que ‘Mortal Kombat’ precisava ser. Inclusive isso explica várias decisões absurdas do roteiro.
Por exemplo: os caras revivem o Kano para descobrir onde está o medalhão do Shinnok… mas ninguém pensa em simplesmente olhar os bolsos dele! É burro? É muito burro. Só que aí você percebe que o filme não está tentando ser um thriller inteligente. Ele quer ser um espetáculo violento e divertido. E quando você aceita isso, o filme fica MUITO melhor.

As lutas estão BRUTAIS como precisam ser
Agora vamos falar daquilo que realmente importa em ‘Mortal Kombat’: PORRADARIA ABSURDA.
E cara… as lutas desse filme são MUITO melhores do que no anterior. Principalmente porque finalmente entenderam que os personagens precisam parecer monstruosamente fortes.
O Liu Kang, por exemplo, rouba TODAS as cenas em que aparece. A luta dele contra o Kung Lao na arena do portal azul é uma coisa completamente absurda. O chapéu vindo de todos os lados enquanto os dois trocam golpes ficou irado demais.
Já a luta do Scorpion contra o Noob Saibot parece praticamente uma cinematic do jogo. Sangue voando, espada atravessando tudo, teleportes e violência sem dó. E claro… o Johnny Cage contra o Baraka virou uma das cenas mais engraçadas do filme inteiro. Porque não importa quantos fatalities grotescos apareçam… o golpe mais doloroso continua sendo um soco no saco.
O filme achou o tom certo em uma produção bem alinhada
No fim das contas, é isso que faz esse novo ‘Mortal Kombat’ funcionar tão bem. Ele entende exatamente o que é. Não tenta ser um drama profundo, nem virar ‘Game of Thrones’ e nem tenta parecer cult. É um filme de gente saindo na porrada com poderes absurdos com alguém arrancando a coluna do adversário.
E cara… quando o filme entra nessa vibe, ele fica divertido DEMAIS. Claro que tem defeitos. Alguns diálogos são estranhos, algumas motivações são corridas e certas cenas parecem existir só porque “ficariam legais”. Só que isso é MUITO ‘Mortal Kombat’. E quando entra a música clássica da franquia junto com os fatalities… esquece. Você vira criança de novo na hora.




Seja o primeiro a comentar