O Bosque Selvagem finalmente saiu do papel após uma espera e tanto. A nova animação em stop-motion do Estúdio LAIKA, de Coraline, chega aos cinemas brasileiros. O diretor Travis Knight levou cerca de 16 anos para dar vida ao projeto. A estreia acontece em 29 de outubro, com distribuição da Imagem Filmes.
Uma jornada de 16 anos
Tudo começou em 2010, quando Knight conheceu o escritor Colin Meloy, vocalista do The Decemberists. O músico mostrou ao diretor o manuscrito do livro que viraria um best-seller do New York Times. O cineasta se apaixonou pela história na hora e cravou o desejo de adaptá-la.
Mesmo assim, a LAIKA preferiu esperar o momento certo para encarar o desafio. Só em 2021 a produção ganhou vida, com uma equipe de mais de mil profissionais. Para Knight, o estúdio precisou primeiro amadurecer até ficar à altura da obra.
Quando me perguntam há quanto tempo estou fazendo O Bosque Selvagem, costumo dizer 16 anos. A resposta mais honesta é que faço este filme a minha vida toda.

A história de Prue McKeel
A trama acompanha Prue McKeel, uma adolescente esperta e determinada de Portland. Tudo muda quando uma revoada de corvos sequestra o seu irmão caçula, o bebê Mac. Por trás do plano está uma feiticeira com intenções nada amigáveis.
Sem pensar duas vezes, Prue parte para o Bosque Selvagem ao lado do amigo Curtis. O lugar esconde um mundo mágico, com animais falantes, bandidos e perigos antigos. No fundo, a aventura fala sobre luto, coragem e o preço que o amor cobra.
Na versão brasileira, a atriz Giulia Benite empresta a voz à destemida Prue. O longa confia na dublagem nacional para aproximar ainda mais o público da heroína.
Feito à mão, quadro por quadro
O grande trunfo de O Bosque Selvagem está no capricho artesanal de cada cena. A LAIKA chamou o celebrado diretor de fotografia Caleb Deschanel para a sua primeira animação. Os detalhes da produção impressionam de ponta a ponta.
- Mais de 1.155 dias de trabalho até a conclusão da produção.
- Ao todo, 2.804 planos compõem a versão final do longa.
- A equipe ergueu 132 cenários práticos em 117 locações distintas.
- A produção criou 142.030 rostos substituíveis para animar 233 bonecos.
O Brasil ainda marca presença na equipe de animadores do longa. O mineiro Thiago Calçado, de Uberaba, integrou o time ao lado de Travis Knight. O artista já havia trabalhado em Kubo e as Cordas Mágicas e no Pinóquio de Guillermo del Toro.

A tradição de Coraline e Kubo
A LAIKA construiu uma reputação de ouro desde o lançamento de Coraline, em 2009. Todos os seus filmes seguintes receberam indicações ao Oscar de Melhor Animação. Kubo e as Cordas Mágicas, dirigido por Knight, ainda venceu o BAFTA da categoria.
Agora, O Bosque Selvagem chega com a crítica rendida e um índice altíssimo no Rotten Tomatoes. A expectativa, enfim, é de mais uma joia do estúdio nas telonas. O público brasileiro confere o resultado a partir do dia 29 de outubro.
E você, vai conferir O Bosque Selvagem no cinema?
Fontes: Empire e Fathom Entertainment.






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