Uma grande operação policial na Flórida terminou com 281 pessoas presas. O foco foram crimes de tráfico humano e de abuso sexual contra crianças. Entre os detidos, chamou atenção a presença de 17 funcionários da Disney World e da Universal Studios. O escritório do xerife do condado de Polk conduziu a ação.
Como foi a operação
A iniciativa recebeu o nome oficial de Operação Polk Around & Find Out II. O trabalho durou sete dias e reuniu duas investigações ao mesmo tempo. Ao todo, os 281 presos responderão por 488 novas acusações, sendo 198 crimes graves.
A primeira frente mirou adultos que tentavam marcar encontros com menores de idade. Essa linha de apuração resultou em 32 prisões ao longo da ação. A segunda frente focou em redes de tráfico humano e prostituição, com 249 detidos.
Os presos vieram de várias partes do mundo, não só da região. Havia gente de 20 estados americanos e de 18 países diferentes. Apenas 40 dos detidos moravam no próprio condado de Polk. Alguns tinham armas de fogo, e as autoridades encaminharam parte dos presos à imigração.
Funcionários da Disney e da Universal entre os presos
O ponto que mais repercutiu foi a prisão dos funcionários dos parques. Dos 17 detidos, sete respondem por crimes sexuais contra crianças. Segundo o xerife, Disney e Universal demitiram os trabalhadores envolvidos.
A lista de presos ainda inclui outros nomes que surpreenderam a comunidade. Entre eles estão também um policial escolar do condado de Orange e um treinador infantil. A polícia ainda apura se outras crianças podem ter sido vítimas nesse último caso.
O que dizem as autoridades
O xerife Grady Judd comandou a entrevista coletiva sobre os resultados. Ele foi direto ao falar sobre o alvo principal da operação.
Esses predadores estão por aí, na internet, tentando aliciar e violar nossas crianças.
O procurador-geral da Flórida, James Uthmeier, também comentou o caso com firmeza. Ele afirmou que quem foi ao condado esperando abusar de uma criança encontrou algemas. Entidades de apoio ainda identificaram 11 vítimas de tráfico humano durante a ação. A organização sem fins lucrativos One More Child abordou dezenas de pessoas no local. Essas vítimas receberam encaminhamento para serviços de assistência e acolhimento.
É importante reforçar que se trata de prisões e acusações, não de condenações. A promotoria, segundo as autoridades, pretende pedir as penas máximas para os casos. Juntos, os presos já somavam centenas de passagens criminais anteriores. A investigação sobre possíveis novas vítimas, enquanto isso, segue em andamento.
O caso reacende o debate sobre a proteção de crianças contra predadores on-line. A operação, enfim, expõe a dimensão de um problema grave que ainda preocupa muitas famílias.
Fontes: Fox 35 Orlando e CTV News.





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