Takuro Mizobe diz que adoraria conversar sobre uma versão para o novo console da Nintendo. O processo de patentes, porém, segue como um grande obstáculo no caminho.
Um Palworld no Switch 2 deixou de ser uma ideia descartada e passou a ser um desejo declarado. O CEO da Pocketpair, Takuro Mizobe, afirmou que a empresa gostaria de discutir uma versão para o Nintendo Switch 2, caso surja a oportunidade. A conversa, contudo, acontece em meio ao processo de patentes movido por Nintendo e The Pokémon Company contra o estúdio.
Da negativa à abertura: como a postura mudou

Nem sempre o tom foi esse. Em junho de 2024, antes do lançamento do jogo, Mizobe dizia achar improvável uma versão para o Switch original, por causa das limitações técnicas do aparelho. Em março de 2025, o diretor de comunicação da empresa, John Buckley, descreveu Palworld como um jogo “pesado” demais para o console antigo. Ao mesmo tempo, ele afirmou que um port para o Switch 2 seria “100% digno de consideração”, desde que as especificações fossem poderosas o bastante.
Agora, com o hardware conhecido, a pergunta voltou à mesa. Em entrevista ao Video Games Chronicle, Mizobe foi questionado se a conversão é uma possibilidade real. Ele respondeu que sim e elogiou a plataforma.
Se um dia houver a oportunidade de discutir ou considerar levar Palworld para a plataforma Switch de alguma forma, adoraríamos ter essas conversas (tradução livre)
O que o CEO disse sobre o console
Antes disso, o executivo classificou o Switch 2 como uma plataforma realmente incrível. Segundo ele, o aparelho é importante não só para o mercado global, mas principalmente para o Japão e para a indústria japonesa de jogos.
Note, porém, que não houve anúncio, data ou confirmação de desenvolvimento. Trata-se de uma abertura para o diálogo, e nada além disso.
O processo da Nintendo ainda pesa

O principal entrave é jurídico. A ação por violação de patentes foi aberta em setembro de 2024 por Nintendo e The Pokémon Company. A Pocketpair contesta as alegações e já alterou o jogo para evitar problemas. Mizobe não pôde comentar o caso na entrevista, justamente porque o processo está em andamento.
Entre as mudanças feitas no jogo, a Pocketpair afirmou ter removido o arremesso da Pal Sphere para invocar criaturas. O planeio com Pals também foi alterado. Segundo relatos, a ação teria sido modificada em novembro de 2025 para focar em versões antigas do título, depois que a Pocketpair retirou as mecânicas contestadas. Ainda assim, o caso segue ativo.
A próxima data importante
O Tribunal Distrital de Tóquio deve divulgar sua visão preliminar em 9 de novembro. Esse momento pode indicar, em linha geral, para onde a disputa caminha. Mesmo assim, uma opinião preliminar não encerra o processo.
A fala de Mizobe soa como um aceno diplomático. Para os fãs, a notícia é positiva, já que um port para o Switch 2 ampliaria o alcance do jogo. Além disso, o console da Nintendo tem potência para rodar vários títulos de geração atual, o que torna a ideia tecnicamente mais plausível do que no Switch original.
Por outro lado, existe uma barreira política. Fechar um acordo de publicação em uma plataforma enquanto se enfrenta o dono dela nos tribunais parece improvável, ao menos por ora. Portanto, qualquer movimento deve aguardar o desfecho, ou ao menos um avanço, do caso. Para o mercado, a situação mostra como disputas de patentes podem influenciar até a escolha de plataformas.
E você, gostaria de ver Palworld no Switch 2? Acha que a Nintendo e a Pocketpair chegarão a um acordo? Conte para a gente nos comentários!





Seja o primeiro a comentar