Depois de um período de sucesso consecutivo com Superman e a segunda temporada de Pacificador, o Universo DC enfrentou um tropeço neste verão do hemisfério norte. Supergirl decepcionou nas bilheterias, arrecadando apenas 126,3 milhões de dólares globalmente. O resultado ficou abaixo até mesmo de fracassos notórios como Morbius e Flash.
O codiretor da DC Studios, Peter Safran, tentou acalmar os ânimos reafirmando publicamente a confiança no plano que ele e Gunn têm para o DCU. Mesmo assim, o desempenho de Supergirl reacendeu o debate sobre fadiga do gênero super-herói.
Gunn e Safran devem seguir no comando
Pairando sobre tudo isso está a possível aquisição da Warner Bros. pela Paramount. Caso a fusão seja concluída, existe a chance de a nova liderança optar por substituir Gunn e Safran por executivos próprios. Segundo a atualização mais recente, porém, a liderança atual da DC pode respirar aliviada. De acordo com apuração do site The Wrap, a Paramount pretende manter as coisas praticamente como estão hoje, caso a fusão seja finalmente aprovada.
Isso significa que Gunn e Safran continuariam no comando da DC Studios. Outros executivos de peso da Warner, como Michael De Luca, Pam Abdy e Richard Brener, também permaneceriam em seus cargos.
Tudo mais ou menos tranquilo
O futuro de Gunn e Safran na DC Studios virou assunto quente desde o fracasso de Supergirl. Relatos indicam que seus contratos vencem ainda este ano ou no próximo. Saber que a Paramount pretende mantê-los deve soar como um alívio para os fãs do DCU, embora a novidade não seja exatamente uma surpresa.
Com a fusão ainda não finalizada, a Paramount está na fase de sinalizar que não pretende virar tudo de cabeça para baixo. Os executivos querem garantir a todos que essa será uma transição de poder tranquila.
Tudo isso, porém, é dito antes da confirmação oficial de novos contratos. Qualquer plano divulgado agora ainda pode mudar. Se Supergirl for o único fracasso de bilheteria da leva, será fácil tratá-lo apenas como um tropeço pontual. Mas, caso os próximos lançamentos decepcionem, como Cara-de-Barro e Superman: Homem do Amanhã, a Paramount pode reavaliar a situação. A empresa pode até levar a DC para outra direção.

Lanternas pode salvar a pátria
Felizmente, o DCU teve uma retomada muito bem-vinda neste mês. A estreia de Lanternas conquistou aclamação da crítica e números recordes de audiência. É o quarto projeto do DCU bem recebido pelo público, juntando-se a Comando das Criaturas, Superman e a segunda temporada de Pacificador. Supergirl foi um tropeço bastante ruidoso, mas Gunn e Safran seguem com um histórico sólido até aqui.
O sucesso de Lanternas reforça que a dupla está no caminho certo para as adaptações da DC nas telas. Eles constroem um universo compartilhado amplo o suficiente para alternar entre tons bem distintos. Isso já ficou evidente até em decisões de elenco vindas de fora do universo principal.
Um exemplo é quando Gunn considerou trazer Robert Pattinson para viver o Batman no próprio DCU. Cara-de-Barro, produção de médio orçamento que custou apenas 40 milhões de dólares, está bem posicionado para o sucesso, com estreia marcada para outubro. Trata-se de um filme de terror corporal com classificação restrita, sem medo de abraçar o horror e o sangue.
Superman: Homem do Amanhã pode ser o momento decisivo para Gunn e Safran. Com um elenco coral gigantesco, o filme promete ser um grande evento cinematográfico. Se o longa superar a bilheteria do primeiro Superman, a Paramount teria todos os motivos para manter a dupla no comando.
Caso Homem do Amanhã decepcione, os executivos podem precisar de um pouco mais de convencimento. As filmagens principais do longa acabaram de ser encerradas. A premissa de Superman e Lex Luthor trabalhando juntos é algo inédito para as adaptações do herói em live-action, e Brainiac tem tudo para ser um vilão cativante.





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