O anime apostou em novos protagonistas após a saída de seu eterno mascote. Disponível na Netflix, a série mostra que o universo dos monstrinhos pode ir além de Ash Ketchum.
Poucas decisões abalaram tanto os fãs de longa data quanto aposentar Ash Ketchum. Ainda assim, foi exatamente esse o caminho escolhido pela franquia com Pokémon Horizontes: A Série (Pokémon Horizons: The Series). Disponível na Netflix com dublagem em português, o anime entregou novos protagonistas e provou que o universo dos monstrinhos de bolso tem fôlego para seguir adiante, mesmo sem seu rosto mais icônico.
O fim de uma era
Por mais de duas décadas, Ash Ketchum e seu fiel Pikachu foram sinônimo de Pokémon. O treinador estreou em 1997 e acompanhou gerações inteiras de espectadores em sua busca para se tornar um Mestre Pokémon. Em 2023, no entanto, a Pokémon Company encerrou sua jornada com uma despedida cuidadosa, abrindo espaço para uma nova fase liderada por Liko e Roy, os primeiros protagonistas a assumir o posto antes ocupado pelo eterno garoto de Pallet.
Uma nova jornada
A trama acompanha Liko, uma jovem estudante que recebe da avó um misterioso pingente cobiçado por uma organização sombria. Ao lado de seu Sprigatito, ela se junta aos Rising Volt Tacklers, um grupo de aventureiros que viaja pelo mundo Pokémon a bordo de um dirigível. Entre eles está Roy, garoto que guarda uma antiga Poké Ball selada, além de figuras carismáticas como o comandante Friede e seu Capitão Pikachu. Juntos, eles exploram regiões como Paldea, introduzida nos games Pokémon Scarlet e Violet, enquanto desvendam segredos ligados aos heróis do passado.
O que mudou e deu certo
A principal transformação está na estrutura narrativa. Em vez do formato mais episódico das antigas temporadas, no qual Ash colecionava insígnias região após região, Pokémon Horizontes aposta em um arco contínuo, com mistérios centrais que dão propósito à jornada. O resultado agradou boa parte da crítica especializada, que elogiou a sensação de avanço da história e a qualidade técnica da produção. Não à toa, a animação chegou a viralizar pela beleza de suas cenas de batalha, com efeitos e enquadramentos mais ambiciosos.
Esse recomeço também trouxe protagonistas com arcos pessoais bem definidos. Liko parte de uma postura tímida e insegura rumo ao autoconhecimento, enquanto Roy traz a energia exploradora que move o grupo. A construção mais serializada permite que cada personagem cresça de forma orgânica, algo que o público acompanha capítulo a capítulo.
O debate entre os fãs
Apesar dos elogios, a transição não foi unânime. Parte da comunidade ainda sente falta do carisma de Ash e de sua clássica trajetória de superação, argumentando que o anime não deveria ter deixado o treinador de lado tão cedo. Para esses fãs, nenhum personagem novo carrega o mesmo peso nostálgico construído ao longo de 25 anos. Trata-se de um debate legítimo, que divide opiniões entre a vontade de inovar e o apego à tradição.
O futuro da franquia
Do ponto de vista comercial, Pokémon segue como uma das franquias de mídia mais lucrativas já criadas, e o anime continua firme em seu catálogo de novas fases na Netflix. A grande questão é se Liko e Roy conseguirão sustentar esse legado pelas próximas décadas, como Ash fez. Curiosamente, rumores apontam que futuras etapas da série poderiam até abrir caminho para um retorno de Ash, ainda que sem confirmação oficial. Se isso acontecer, a franquia teria a chance de unir todas as gerações de treinadores em uma só história.
E você, de qual lado está nessa discussão? Acha que Pokémon Horizontes acertou ao apostar em novos heróis ou sente falta de Ash Ketchum no comando? Conta para a gente nos comentários!






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