Patente da Sony sugere háptica com sons para o PS6

Vinicius Miranda

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Uma patente da Sony intitulada “Audio Processing System and Method” descreve um sistema que analisa sons do jogo e transforma essas informações em sinais visuais e táteis. Trata-se de uma patente, e não de um anúncio para o PS6.

Uma nova patente da Sony sugere que a tecnologia de háptica dos controles do PS6 pode evoluir para algo além da vibração. O documento, intitulado “Audio Processing System and Method“, descreve um sistema que usa o som dos jogos para orientar a resposta do jogador.

Da vibração ao som como sinal

A háptica já representa um avanço sobre os antigos motores de vibração, ao oferecer mais imersão e um impacto maior do design sonoro. A patente vai além disso. Segundo o texto, o sistema analisa os sons de inimigos e de outros elementos para identificar como cada um deve fazer o jogador se sentir, e então envia sinais diferentes conforme a natureza do som.

O som é analisado para gerar uma classificação, e essa análise acontece antes que o som seja reproduzido. Isso porque propriedades de áudio potencialmente relevantes podem só se tornar evidentes durante a reprodução, quando já seria tarde para oferecer uma indicação visual do som.

Luzes, ícones e textos na tela

Patente – Reprodução

Além da vibração que acompanha alguns sons, o sistema poderia usar LEDs ao redor do touchpad para indicar a posição do som, além de ícones, formas ou palavras na tela para informar mais sobre ele. Nem todo som precisaria de todos esses sinais, já que isso depende do próprio som e da capacidade do sistema de interpretá-lo.

A patente dá exemplos de como os elementos visuais poderiam mudar. A velocidade de ataque de um som poderia alterar o brilho ou a saturação de um elemento na tela, enquanto o volume poderia mudar a cor, a transparência ou o brilho. Já a identificação de vozes poderia selecionar um elemento gráfico específico para ser modificado.

Jogos antigos também poderiam ganhar o recurso

Segundo a patente, o recurso não depende de o jogo ter suporte nativo. Hoje, a háptica funciona apenas em títulos compatíveis, mas a nova versão poderia valer para qualquer jogo do console. Em jogos que não tenham vibração como sinal, outros indicadores visuais ainda seriam possíveis.

O documento também trata dos chamados jogos “legados”, cujo código talvez não possa ser adaptado com facilidade. Nesses casos, a técnica poderia ser aplicada pelo próprio sistema operacional ou por um aplicativo auxiliar que monitore o jogo.

Questões que a patente ainda não responde

Patente – Reprodução

Alguns pontos ficam em aberto. Um ícone onomatopaico ou uma palavra na tela podem não combinar com a estética de um jogo.

Também não está claro como o sistema funcionaria junto com a tecnologia háptica atual. Como o objetivo da patente é descrever o sistema e sua implementação, esses detalhes não aparecem no texto, e podem ser resolvidos quando o produto estiver pronto.

O que a tecnologia pode mudar na experiência

Para os jogadores, a ideia de transformar sons em sinais claros pode ajudar a reagir a inimigos e eventos importantes, principalmente em jogos de terror e de ação. Ao mesmo tempo, o excesso de indicadores na tela pode poluir a experiência se não for bem calibrado.

Para a Sony, a patente mostra interesse em usar o controle como um canal de informação, e não apenas de vibração. Se a ideia chegar ao PS6, a empresa precisará equilibrar o recurso com a identidade visual de cada jogo, sem tornar a interface confusa.

Já para o mercado de hardware, o caso reforça a aposta em experiências cada vez mais integradas entre som, toque e imagem. Resta saber se a tecnologia vai sair do papel e como ela se apresentará quando o console for anunciado oficialmente.

E você, o que acha da possível nova tecnologia háptica do PS6? Deixe sua opinião nos comentários!

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