Ray Gunn ganhou o primeiro trailer. A animação policial de Brad Bird, diretor de Os Incríveis e Ratatouille, chega à Netflix em 18 de dezembro. Antes disso, o filme passa por cinemas selecionados a partir de 4 de dezembro.
Trinta anos para sair do papel
O projeto é mais antigo que a maior parte da carreira do diretor. Bird começou a desenvolver a história nos anos 1990, na Turner Feature Animation, antes de dirigir O Gigante de Ferro.
Os estúdios recusaram a ideia na época. A avaliação era de que a proposta, adulta e ambiciosa demais para uma animação, não se sustentaria comercialmente.
Ele nunca abandonou o material. O projeto só voltou à vida em 2022, quando a Skydance Animation comprou a ideia e chamou o diretor para tocá-la.
‘Relíquia Macabra’ encontra ‘Buck Rogers’
O próprio Bird resume a mistura de gêneros.
A síntese que eu criei é ‘Relíquia Macabra encontra Buck Rogers’. Gosto dos dois gêneros, e uni-los parecia divertido, além de uma chance de brincar com elementos muito cinematográficos e personagens extremos.
A cidade de Metropia é o cenário. Humanos e alienígenas dividem o espaço em um futuro retrô imaginado a partir de 1939. Carros voadores cruzam o céu entre arranha-céus de mais de um quilômetro.
A fachada esconde o avesso. Por trás do estilo art déco reluzente, a trama envolve assassinato, corrupção e um detetive deslocado no próprio tempo.
O último detetive de rua
Sam Rockwell dá voz a Raymond Gunn. Na cidade, pequenos robôs já fazem o trabalho de investigação. Ele e o parceiro alienígena de um olho só, vivido por Tom Waits, estão entre os últimos a apurar caso na rua.
A virada chega com uma estrela. Scarlett Johansson interpreta Venus Nova, megastar cercada de escândalos que arrasta o detetive para os dois extremos da cidade.
O elenco de vozes é extenso. Michelle Rodriguez, Patton Oswalt, Bobby Cannavale, Matt Berry, Alan Tudyk e Kathryn Hunter estão entre os mais de dez nomes confirmados.
Um lançamento em 70mm
A estreia nos cinemas tem um detalhe incomum. O filme terá sessões limitadas em 70mm, formato de película raríssimo para animações.
A escolha veio da própria concepção do filme. Segundo Bird, ele usou lentes de 70mm para conseguir a amplitude do quadro largo sem as distorções das lentes anamórficas.
O circuito festivaleiro veio antes. A produção passou pelo Festival de Londres, em outubro, em duas sessões esgotadas.
Quem faz e quando assistir
A trilha é de Michael Giacchino, parceiro antigo do diretor. O roteiro tem assinatura de Bird e Matthew Robbins, e a animação ficou a cargo do estúdio Cinesite.
O orçamento passa de US$ 150 milhões. São 119 minutos de duração, com estreia no streaming em 18 de dezembro.
A janela brasileira nos cinemas segue sem confirmação. As datas divulgadas valem para o circuito americano.
E você, prefere esperar o streaming ou encarar a sessão em 70mm? Conte para a gente nos comentários!
Fontes: Netflix Tudum, TheWrap, What’s on Netflix, Collider





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