A aposta em efeitos práticos costuma agradar aos fãs de terror, mas nem sempre sai barato. Zach Cregger, diretor do novo Resident Evil, revelou que uma cena do filme envolveu um nível de risco considerável para Austin Abrams, protagonista da produção.
A cena em questão
O trecho aparece rapidamente no material de divulgação. Nele, o personagem Bryan corre por uma rua enquanto zumbis se atiram dos telhados dos prédios ao redor, em meio a uma série de explosões.
Em entrevista ao site SlashFilm, o cineasta explicou por que descartou a computação gráfica para a sequência.
Ele está correndo pela rua, com zumbis nos telhados dos dois lados, e todos se atirando na direção dele. Tivemos que projetar uma coisa em que ele apenas corre enquanto corpos caem e detonam ao redor. Eu sabia que não queria fazer isso com efeitos visuais, porque acho que pareceria efeito visual.
Segundo o relato, a execução exigia precisão quase absoluta. O diretor afirmou que um desvio de um único passo para a direita teria consequências fatais para o ator, e admitiu ter ficado bastante impressionado com o resultado. A cena permaneceu no corte final.

Um debate que a indústria conhece bem
Relatos desse tipo costumam ser apresentados como demonstração de ousadia, mas reacendem uma discussão séria sobre protocolos de segurança em filmagens. Sequências com explosivos, quedas e pirotecnia exigem coordenação rigorosa, e o histórico de Hollywood registra episódios em que algo saiu errado.
Casos assim não são raros no gênero, incluindo situações em que um susto durante as gravações de outro filme de terror quase terminou em tragédia. Em circunstâncias mais graves, o setor já enfrentou perdas irreparáveis, como no episódio em que a família de um dublê morto em uma série de zumbis obteve indenização na Justiça. São lembretes de que o resultado na tela tem custo humano real.
O que se sabe sobre o filme
A produção é dirigida por Cregger, que assina o roteiro ao lado de Shay Hatten. Trata-se do segundo reinício da franquia nos cinemas e, embora não traga personagens dos games, a trama se passa durante os acontecimentos do segundo jogo da série, em 1998.
A história acompanha um entregador médico preso em Raccoon City durante um surto viral devastador. Além de Abrams, o elenco reúne Paul Walter Hauser, Kali Reis, Zach Cherry e Johnno Wilson.
Cregger chega ao projeto após se firmar como um dos nomes mais comentados do terror recente, com Noites Brutais e A Hora do Mal no currículo. Ele afirmou ainda que se considera especialmente orgulhoso deste trabalho e que a experiência o fez amadurecer como realizador, destacando o esforço coletivo envolvido em transformar uma ideia complexa em imagem concreta.
Prático ou digital?
A escolha do diretor dialoga com uma preferência antiga do público de terror, que costuma valorizar efeitos físicos por transmitirem peso e textura difíceis de simular digitalmente. Por outro lado, o avanço das ferramentas digitais tem justamente a vantagem de eliminar riscos desnecessários.
O equilíbrio entre as duas abordagens segue em disputa nos bastidores. Quem quiser avaliar o resultado terá a chance a partir de 18 de setembro de 2026, data de estreia de Resident Evil nos cinemas.






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