Depois de duas tentativas frustradas nos cinemas, a franquia Resident Evil ganha nova chance sob o comando de Zach Cregger, diretor de Barbarian e A Hora do Mal. O material divulgado pela Sony Pictures respondeu à principal dúvida do público: apesar de contar uma trama original, o longa parece profundamente conectado à experiência dos games da Capcom.
Uma abertura tirada do jogo
As imagens acompanham Bryan, vivido por Austin Abrams, um entregador médico encarregado de levar uma misteriosa bolsa de órgãos até o hospital de Raccoon City. No caminho, ele atropela uma mulher e descobre, para seu horror, tratar-se de uma zumbi.
Ao fugir, o personagem se abriga em uma cabana isolada, onde encontra uma máquina de escrever sobre a mesa, uma espingarda e a icônica caixa verde de munição guardada em uma gaveta. Para quem jogou os títulos originais, a sequência de descobertas soa imediatamente familiar, reproduzindo o ritmo clássico da série: um sobrevivente despreparado jogado em um ambiente hostil, obrigado a vasculhar cada canto para avançar.
Confira o trailer:
Sem os rostos conhecidos
A grande diferença está na ausência dos protagonistas tradicionais. Nomes como Leon S. Kennedy, Jill Valentine e Chris Redfield ficaram de fora, decisão que o diretor já havia justificado publicamente.
Tentar encaixar qualquer um desses personagens à força pareceria pouco orgânico para esta história independente. Preciso colocar a narrativa em primeiro lugar.
Segundo o cineasta, o conceito central é acompanhar alguém completamente despreparado, sem qualquer habilidade de combate e absolutamente inapto para a sobrevivência. É uma escolha que contrasta com a tentativa anterior, quando o estúdio reuniu praticamente todos os personagens clássicos em um único elenco.
Por que a estratégia faz sentido
Desde o primeiro jogo, lançado em 1996, a mitologia da série se tornou densa demais. A Corporação Umbrella deixou de ser uma ameaça local para virar uma rede global de bioterrorismo, enquanto personagens como Ada Wong e Albert Wesker acumularam décadas de histórias sobrepostas em mais de uma dezena de títulos principais.
Encaixar essas figuras em um filme de duas horas exigiria uma enxurrada de explicações, cansativa para os veteranos e confusa para quem chega agora. Ao apostar em um entregador comum, a produção contorna o problema e entrega uma experiência autossuficiente de terror de sobrevivência. Vale lembrar que a tentativa de 2021 seguiu o caminho oposto, prometendo máxima fidelidade aos games e um retorno às origens, e acabou desagradando aos dois públicos.
Um histórico que pesa
A franquia nos cinemas soma seis filmes protagonizados por Milla Jovovich, que arrecadaram mais de 1,2 bilhão de dólares apesar das críticas negativas. Os valores se referem à bilheteria internacional e podem variar conforme a cotação da moeda.
Com orçamento estimado em 80 milhões de dólares e filmagens realizadas em Praga, o novo Resident Evil aposta em recomeçar do zero. A estreia está marcada para 18 de setembro de 2026.






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