Poucos personagens simbolizam tão bem a virada de sorte do Universo Cinematográfico Marvel quanto Rocket: um guaxinim geneticamente modificado, tirado direto das páginas menos conhecidas dos quadrinhos, que se tornou queridinho do público graças à visão de James Gunn. Por trás das câmeras, porém, existia outro Gunn dando vida física ao personagem, e agora ele revelou que essa parte da história chegou ao fim.
Anos agachado valeram a pena, mas cobraram seu preço
Sean Gunn, irmão do diretor, participou do podcast The Brandon Davis Show e foi questionado sobre sua rotina servindo de referência de movimento para Rocket nos sets de filmagem, se agachando e caminhando daquele jeito característico antes de o personagem ganhar forma final em CGI, com voz de Bradley Cooper. O ator confirmou o que muita gente já desconfiava havia tempos: sim, aquele trabalho dói, embora não exatamente nos joelhos.
Ao longo dos anos, isso teve um certo efeito na minha fisiologia. Meus joelhos estão bem. Mas eu estou, desde que fiz 50 anos há alguns anos, aposentado de interpretar o Rocket. Não que tenham me chamado, mas se chamassem, eu não acho que conseguiria mais fazer a referência de movimento para o Rocket. Acho que estou velho demais.
Um trabalho presente em quase toda a franquia
A confirmação marca uma mudança e tanto na forma como o personagem foi construído ao longo dos anos: além dos três filmes solo de Guardiões da Galáxia, Sean Gunn também assumiu essa mesma função em Vingadores: Guerra Infinita, Vingadores: Ultimato e até em Thor: Amor e Trovão. Por isso, a frase “não que tenham me chamado”, numa referência à Marvel, chama tanta atenção.
Vale lembrar que Guardiões da Galáxia Vol. 3 terminou justamente abrindo duas portas bem específicas para o futuro da franquia: a primeira, mais óbvia, mostrando o Senhor das Estrelas de Chris Pratt retornando à Terra para reencontrar o avô, com um texto confirmando que “O Lendário Senhor das Estrelas Vai Voltar”.

Antes disso, porém, uma formação inteiramente nova de Guardiões já havia sido montada, reunindo Groot, Kraglin, Cosmo, Adam Warlock e Phyla sob a liderança do próprio Rocket.
Um convite aberto para uma nova geração
A confirmação de que a Marvel “não ligou” para Sean Gunn pinta um cenário bem incerto sobre as chances de vermos Rocket em Vingadores: Doutor Destino ou mesmo em Vingadores: Guerras Secretas, mas, como o próprio ator apontou, talvez essa aposentadoria seja justamente o empurrão que faltava para o estúdio contratar outra pessoa.
Quando o apresentador comentou que a aposentadoria pelo menos fazia bem às pernas de Sean, ele completou o raciocínio.
E também dá a chance de um ator mais jovem assumir, né?
Os fãs já esperam que ao menos alguns personagens passem por recastings depois de Vingadores: Guerras Secretas, período que deve funcionar como um “soft reset” para o MCU, abrindo espaço para unir X-Men e Quarteto Fantástico à mesma Terra dos Vingadores e do Homem-Aranha. Faz sentido, portanto, que uma repaginação também alcance os Guardiões, ao menos nos bastidores.
Vale reforçar que Sean Gunn falou apenas sobre se aposentar da referência física do Rocket, então nada impede seu retorno como Kraglin, o outro personagem que interpreta na franquia. A notícia chega logo depois de o próprio James Gunn ter relembrado o clima de despedida emocionado que tomou conta do set durante as filmagens do terceiro filme, e reforça como aqueles bastidores guardavam mais detalhes do que os fãs imaginavam, algo que já ficava evidente em outros projetos descartados envolvendo justamente a dupla Rocket e Groot antes da estreia da franquia nos cinemas.





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