A gigante dos fliperamas prepara uma invasão massiva em Hollywood. Com grandes roteiristas de Batman e Altered Carbon, franquias clássicas de luta ganharão universos expandidos nas telonas.
A lendária desenvolvedora japonesa SNK está pronta para dar o seu maior e mais ambicioso salto fora dos jogos de luta. Através de uma massiva e agressiva iniciativa em Hollywood, a empresa confirmou o desenvolvimento de diversas produções cinematográficas baseadas em suas marcas de maior prestígio. Liderando essa nova e promissora empreitada de adaptações, o clássico “Samurai Shodown” (conhecido como “Samurai Spirits” no Japão) receberá um longa-metragem de grande orçamento sob a tutela da The Arena, uma produtora comandada pelo cineasta Erik Feig e financiada pela própria desenvolvedora asiática.
Samurai Shodown e a roteirista de Altered Carbon

Para adaptar a icônica franquia de combates com armas ambientada no Japão feudal, a produtora escalou um nome de peso da ficção científica e da ação. A talentosa Laeta Kalogridis, mundialmente conhecida por ser a criadora e showrunner da aclamada série “Altered Carbon” da Netflix, será a responsável por assinar o roteiro oficial do filme de “Samurai Shodown”. O currículo da escritora também inclui trabalhos em grandes produções da cultura pop, como “Alita: Anjo de Combate” (“Alita: Battle Angel”) e “Ilha do Medo” (“Shutter Island”).
A cultuada franquia de fliperamas estreou em 1993 e rapidamente se destacou da forte concorrência por substituir os tradicionais socos e chutes por golpes letais de espadas e lâminas. O profundo respeito pelo código de honra oriental sempre foi a grande marca registrada da série, eternizada na clássica tela de introdução das antigas máquinas de fliperama:
“Um samurai não teme a morte, luta para triunfar sobre o mal e vive para um único propósito: destruir todos os inimigos.”
Até o exato momento, não existem nomes confirmados para a direção ou para o elenco principal do longa, indicando que o projeto ainda se encontra em suas fases iniciais de pré-produção estrutural.
O épico universo de Fatal Fury e Art of Fighting

A audaciosa estratégia da SNK vai muito além dos samurais. A imensa The Arena também confirmou estar desenvolvendo uma adaptação cinematográfica de “Fatal Fury”, outra gigante incontestável dos fliperamas. O roteiro desta produção está sendo cuidadosamente elaborado por David S. Goyer, um dos grandes nomes da indústria, famoso por coescrever a aclamada trilogia “Batman: O Cavaleiro das Trevas”.
Aprofundando ainda mais a rica mitologia da franquia de Terry Bogard, o estúdio prepara um projeto derivado e totalmente independente focado no icônico vilão da série. Intitulado provisoriamente como “Geese”, o longa funcionará como uma prequel (história de origem) centrada na ascensão do implacável Geese Howard. A direção desta obra paralela já foi entregue a Grant Singer, o elogiado cineasta por trás do recente thriller “Camaleões” (“Reptiles”).
O extenso pacote de anúncios não para nas telonas. A desenvolvedora asiática também está planejando filmes e quadrinhos digitais (webtoons) baseados na clássica franquia “Art of Fighting”. Fechando as novidades do universo animado, a empresa oficializou o desenvolvimento de “Fatal Fury: The Vow”, uma grandiosa série de animação criada em parceria com a Skybound Entertainment, do renomado produtor Robert Kirkman (criador de “The Walking Dead”).
O que essa enxurrada de anúncios cinematográficos significa para o atual e concorrido mercado de jogos digitais? Em primeiro lugar, a SNK percebeu de forma clara e cristalina que as suas propriedades intelectuais possuem um valor mercadológico inestimável que estava ocioso. Observando o bilionário sucesso de bilheteria de antigos rivais, como as adaptações de “Sonic”, “Super Mario” e as vindouras séries de “Fallout” e “The Last of Us”, a empresa japonesa decidiu criar o seu próprio e interligado universo cinematográfico (SNK Cinematic Universe).
Ao financiar diretamente a criação da The Arena, a empresa garante um controle criativo muito maior sobre o produto final, evitando os terríveis desastres de adaptação que assombraram os games nos anos 90. Se os roteiros de Laeta Kalogridis e David S. Goyer conseguirem capturar a verdadeira e vibrante essência dos antigos arcades, a gigante japonesa não apenas reviverá a paixão dos jogadores veteranos e nostálgicos, mas também apresentará ícones como Haohmaru, Terry Bogard e Ryo Sakazaki para toda uma nova e lucrativa geração global de consumidores que nunca pisaram em um fliperama.




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