Sony reforça fim dos jogos em disco no PS5 em 2028

Vinicius Miranda

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Anúncio de um PS5 Digital preto exclusivo do Japão trouxe de volta o aviso sobre o fim da mídia física. A data de janeiro de 2028 continua de pé, mesmo após meses de reclamações dos fãs.

Quem ainda esperava um recuo da Sony sobre o fim da mídia física no PlayStation recebeu mais um balde de água fria nesta terça-feira (13). Ao revelar o PS5 Digital Edition Midnight Black, modelo destinado apenas ao mercado japonês, a empresa voltou ao assunto. No comunicado, ela fez questão de repetir que os novos jogos de PlayStation lançados a partir de janeiro de 2028 só chegarão em formato digital.

O aviso aparece no PlayStation Blog japonês, logo abaixo dos detalhes do novo console. Segundo o texto, esses títulos serão vendidos apenas como versão para download, na PlayStation Store e no varejo. Por outro lado, a Sony garante que os discos de jogos lançados antes dessa data continuarão funcionando normalmente.

Um PS5 preto pensado para o Natal japonês

O novo modelo chega às lojas do Japão em 19 de novembro de 2026, com preço de 55.000 ienes. Ele traz SSD de 825 GB e acabamento totalmente preto, o mesmo visual Midnight Black que já apareceu em controles e acessórios da marca.

Como toda versão Digital Edition, o console não tem leitor de discos de fábrica. Ainda assim, a Sony vai vender separadamente um leitor de discos na mesma cor, por 11.980 ienes, com lançamento na mesma data. A pré-venda começa em 20 de outubro.

Restrição de idioma e região

Há um detalhe importante para quem pensa em importar o aparelho. O PS5 Midnight Black só funciona com contas configuradas com o japonês como idioma do sistema e o Japão como país ou região. Em outras palavras, ele não serve para jogadores de fora do arquipélago.

O plano digital resiste à pressão dos fãs

PlayStation
Logo – Divulgação / PlayStation

A Sony anunciou o fim da produção de discos para novos lançamentos ainda em julho. Desde então, a decisão virou alvo constante de críticas de colecionadores, de quem gosta de revender jogos usados e de defensores da preservação dos games.

Nas últimas semanas, alguns sinais pareciam indicar uma possível mudança de rota. Relatos não oficiais chegaram a falar em consultas a desenvolvedores, mas outras fontes do setor negaram qualquer recuo, e o Ei Nerd já mostrou que a Sony mantém o plano para 2028. Além disso, o presidente da NIS America e CEO da Nippon Ichi Software, Kenzo Saruhashi, comentou o tema durante a PAX West, em conversa com o Kotaku.

Acho que eles estão ouvindo muito o feedback dos consumidores. (tradução livre)

Na mesma ocasião, porém, o executivo evitou qualquer promessa. Para Saruhashi, o modelo sem discos pode ser apenas um dos destinos possíveis, e a discussão ainda estaria em aberto.

Por que a Sony insiste no digital

O novo comunicado deixa claro que, ao menos por enquanto, essas conversas não mudaram o calendário oficial. Os números ajudam a entender a postura da empresa. Em agosto, ao responder à revolta dos jogadores, a diretora financeira Lin Tao revelou que 82% das vendas de jogos completos para PlayStation em um trimestre já eram digitais.

Para os fãs, a mudança tem um lado amargo. Sem discos, acaba a possibilidade de emprestar um jogo a um amigo ou revendê-lo depois de zerar. Também cresce a dependência das lojas digitais para manter a biblioteca acessível no futuro. Para o mercado brasileiro, onde jogos usados ainda movimentam muitas lojas, o impacto tende a ser ainda maior.

Ao mesmo tempo, o fato de a Sony repetir o aviso justamente em um anúncio de hardware pode indicar uma estratégia de comunicação. A empresa parece querer acostumar o público à ideia antes da chegada do PlayStation 6, cuja data ainda não foi definida.

O que ainda falta esclarecer

O comunicado japonês não detalha como a regra valerá para editoras parceiras nem se haverá exceções regionais. Até a publicação desta matéria, a Sony também não havia divulgado novas informações sobre o tema em outros mercados.

Os preços citados se referem ao Japão e podem variar conforme a cotação do câmbio. E você, acha que a Sony ainda pode voltar atrás? Deixe sua opinião nos comentários!

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