Enquanto a Marvel colhe elogios com a Insomniac Games, a DC segue em busca de um jogo de super-herói que reconquiste o público. Um nome inesperado poderia ser a solução: Super Choque, o adolescente Virgil Hawkins, como o protagonista ideal para rivalizar com Marvel’s Spider-Man.
O cenário atual da DC nos games
O desempenho recente da editora ficou aquém do esperado. Suicide Squad: Kill the Justice League e Gotham Knights não emplacaram, e o jogo da Mulher-Maravilha, da Monolith, acabou cancelado. O Ei Nerd noticiou que a Warner Bros. Games encerrou o projeto durante uma reestruturação que fechou estúdios e priorizou franquias maiores, como Batman.
Esse contexto ajuda a explicar por que a Marvel parece tão à frente. O site também já havia analisado como a DC fica para trás no mercado de games, citando a variedade de lançamentos da concorrente.
Por que Virgil Hawkins funcionaria
Criado por Dwayne McDuffie, Denys Cowan, Michael Davis e Derek T. Dingle na Milestone Comics, o herói ganhou fama entre o público jovem com a animação Super Choque, exibida nos anos 2000. Na análise, a vida dupla de estudante e herói lembra a rotina de Peter Parker, o que facilita a conexão com o jogador.

Os poderes sobre eletricidade e magnetismo, por sua vez, rendem combate criativo, travessia dinâmica e quebra-cabeças inventivos. Também não é exagero dizer que a vivência de Virgil como adolescente negro é parte central da narrativa, e não um detalhe de cenário. Aqui o paralelo também serviria em relação a Miles Morales.
Escala pequena, impacto grande
Nada de ameaças cósmicas como Darkseid e Brainiac. Em vez disso, vilões locais, como Ebon e Hotstreak, e coadjuvantes como Hardware e Gear podem fazer a diferença. Virgil não precisa enfrentar uma ameaça que coloca todo o universo em risco.
Ele também pede identidade própria para a jogabilidade. O objetivo deve ser fazer o jogador se colocar no lugar de Virgil, o que seria bem diferente de um Homem-Aranha com poderes elétricos.
A sugestão é, acima de tudo, um exercício de torcida, já que a DC não anunciou nenhum game do personagem. Ainda assim, a ideia toca num ponto sensível: a editora precisa de uma estreia confiável em aventuras para um jogador, e não de mais um título de luta.
Para os fãs da animação, um jogo do Super Choque seria um reencontro afetuoso. Para a Warner Bros., representaria uma forma de reconstruir confiança com um projeto mais enxuto e de tom próprio, longe das comparações automáticas com o Homem-Aranha.




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