A franquia Toy Story ficou ainda maior com o quinto filme, que apresenta uma ameaça inédita aos brinquedos: a tecnologia. No entanto, essa escolha trouxe um efeito colateral curioso: o novo filme bagunça de vez a linha do tempo da saga.
A questão tem dividido os fãs e levanta dúvidas sobre o futuro dos personagens.
A tecnologia como nova vilã
O quinto longa, dirigido por Andrew Stanton, chegou aos cinemas e coloca os brinquedos de Bonnie diante de um novo rival: Lilypad, um tablet em formato de sapo que ameaça o lugar deles na vida da menina.
A trama também aborda o impacto mais amplo da tecnologia na infância. Afinal, um dos temas centrais de Toy Story sempre foi o que significa crescer, mudar de interesses e, por fim, abandonar os brinquedos.
Ao incluir telas, Wi-Fi e jogos online na história, o filme torna esse medo ainda mais palpável, já que as crianças amadurecem cada vez mais cedo. A abordagem é atual e relevante. Porém, é justamente esse foco na tecnologia moderna que cria um problema na cronologia da franquia.
Por que a linha do tempo não fecha
O primeiro Toy Story, de 1995, se passa oficialmente naquele mesmo ano, algo reforçado por detalhes na tela e confirmado pelo spin-off Lightyear. A partir daí, é possível montar a cronologia: Andy tem cerca de 6 anos no original e uns 18 em Toy Story 3, que se passaria por volta de 2007. Já Toy Story 4 ficaria em torno de 2009.

Seguindo essa lógica, Toy Story 5 não deveria se passar muito depois de 2013, já que Bonnie teria por volta de 8 ou 9 anos. O detalhe é que o filme não tem cara de 2013. Com brinquedos do Buzz Lightyear conectados por Wi-Fi e crianças completamente viciadas em telas, a sensação é de que a história saltou direto para algo próximo de 2026.
Para reforçar o argumento, basta notar que até os brinquedos abandonados por Blaze, um novo personagem da idade de Bonnie, combinam mais com o início da década de 2010 do que o restante da narrativa. Tudo indica, portanto, que houve um salto de aproximadamente uma década rumo ao presente.
Como fica agora?
A decisão faz sentido do ponto de vista comercial. Ambientar o longa em meados da década de 2010 dificilmente atrairia o grande público, especialmente as crianças, nem soaria tão relevante. O preço a se pagar, contudo, é um salto de cerca de dez anos no tempo, o que quebra uma das marcas registradas da saga.
Afinal, um dos charmes de Toy Story sempre foi permitir que o público crescesse junto com os personagens, como destaca a análise dos filmes da Pixar. O impasse fica ainda maior diante dos rumores de um Toy Story 6, que encerraria a história de Bonnie assim como Toy Story 3 fez com Andy, ideia que já vinha sendo comentada desde os bastidores de Toy Story 4.
Se isso acontecer, a continuação precisaria avançar para o futuro, algo inédito na franquia. E você, notou ou se incomodou com essa mudança? Diga nos comentários!






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