‘Unabomber’: quem é quem no filme e o que ele muda da história real

Cheyna Corrêa

Publicidade

Unabomber já está na Netflix. O filme acompanha a juventude de Ted Kaczynski e a caçada do FBI que durou quase duas décadas. Jacob Tremblay vive o protagonista, e Russell Crowe interpreta o professor que o marcou.

Duas linhas do tempo

A narrativa alterna entre dois momentos. De um lado, o garoto de 16 anos admitido em Harvard como prodígio da matemática.

Do outro, a investigação. O filme acompanha o trabalho dos agentes que tentavam identificar o autor dos atentados nos anos 1990.

Philippe Bosse/Netflix

A tese que o filme defende

O roteiro aposta em uma explicação para a virada. A produção liga a radicalização de Kaczynski a um experimento psicológico conduzido em Harvard pelo professor Henry Murray.

O diretor explicou o interesse pelo tema.

A psicologia de Ted Kaczynski estava no centro da tentativa de entender de onde vinha esse personagem e o caminho dele rumo à radicalização. Acho que é também por isso que ele é tão relevante para o mundo em que vivemos hoje.

A leitura é do filme, não um consenso. Historiadores discutem até hoje o peso daquele experimento na trajetória dele, e a produção assume uma interpretação entre várias possíveis.

Philippe Bosse/Netflix

A agente do FBI não existiu

Um detalhe merece atenção de quem assiste. Joanne Miller, personagem de Shailene Woodley, é ficcional.

Ela funciona como porta de entrada da história. Segundo o diretor, é por meio dela que o público começa a se perguntar quem era o responsável pelos ataques.

Já Annabelle Wallis vive alguém real. Christiana Morgan foi psicóloga e parceira de trabalho de Murray, pioneira na área e estudiosa próxima de Carl Jung.

Foto: Philippe Bosse/Netflix

O caso real, em números

Os ataques se estenderam por 17 anos. Entre 1978 e 1995, Kaczynski enviou ou deixou 16 bombas em universidades, empresas e endereços ligados à aviação e à tecnologia.

Os números do período são conhecidos. Três pessoas morreram e 23 ficaram feridas, segundo o FBI.

O desfecho veio por uma denúncia familiar. Ele foi preso em 1996, condenado à prisão perpétua em 1998 e morreu na cadeia em 2023, aos 81 anos.

Ficha técnica

A direção é de Janus Metz, com roteiro de Sam Chalsen e Nelson Greaves. Alexander Ludwig, Marc Menchaca e Steven Ogg completam o elenco como agentes.

O filme tem 1h40 e classificação para maiores de 18 anos. A produção está disponível na Netflix.

Fontes: Netflix Tudum, FBI, Exame

COMPARTILHE Facebook Twitter WhatsApp

Leia Também

ASSINE A NEWSLETTER

Aproveite para ter acesso ao conteúdo da revista e muito mais.

ASSINAR AGORA