Ruaridh Mollica comemora a representatividade e as mudanças do herói na nova série da Marvel Studios. O jovem velocista também ganhou um sotaque escocês inédito na adaptação.
A nova série da Marvel Studios, “VisionQuest“, já começou a expandir o universo místico e tecnológico da franquia. Com dois episódios no ar, muitos fãs notaram que a sexualidade de Tommy Maximoff ainda não foi explorada a fundo na tela. Nos quadrinhos, o famoso velocista é bissexual. Agora, o ator Ruaridh Mollica confirmou que a versão do MCU mantém essa importante característica.
A representatividade de Tommy no MCU

Durante uma recente entrevista à revista Variety, Mollica abriu o jogo sobre a identidade de seu personagem. Na trama de “VisionQuest“, Tommy aparece flertando com a personagem Lisa Molinari. Contudo, o ator garantiu que o jovem herói continua aberto a se relacionar tanto com homens quanto com mulheres, honrando o material original.
Sinto que a Marvel fez um ótimo trabalho ao escalar um ator bissexual para isso e é uma honra retratar isso no MCU. Eu me sinto tão visto.
Além disso, Mollica celebrou a dinâmica com Joe Locke, que interpreta o seu irmão Wiccano, um personagem abertamente gay. Para o ator, ter gêmeos queer em um projeto dessa magnitude é algo muito especial. Ele também explicou que a essência da bissexualidade não depende exclusivamente de quem o personagem está namorando no momento.
Ele está flertando com Lisa Molinari, mas acho que isso me faz sentir mais visto como bissexual. Porque esse é o ponto principal. Não é necessariamente sobre com quem você está namorando, é sobre quem você é por dentro.
Novo sotaque e o peso de “VisionQuest”
Por outro lado, uma das maiores mudanças do personagem não está na sua vida amorosa, mas sim na sua voz. Em “VisionQuest“, Tommy apresenta um forte sotaque escocês. Inicialmente, a equipe de produção debateu o uso de um sotaque americano ou inglês clássico. No entanto, o protagonista Paul Bettany sugeriu que Mollica utilizasse sua voz regional verdadeira.
Na história principal, o Visão está foragido e busca um novo propósito após escapar daqueles que tentaram transformá-lo em uma arma. Durante essa intensa jornada de fuga, ele interage com inteligências artificiais como F.R.I.D.A.Y. e o temido Ultron. Logo, ele se depara com Thomas Shepard, que supostamente é a reencarnação do seu filho. Essa trama profunda prova que há um grande futuro para os heróis urbanos e cósmicos no streaming.

O que essa fidelidade aos quadrinhos significa para o futuro da Marvel Studios? Primeiramente, consolida de vez a inevitável formação dos “Jovens Vingadores”. Ter Tommy e Wiccano bem desenvolvidos e confortáveis em suas identidades é algo extremamente positivo para os fãs mais jovens, que buscam se enxergar nos super-heróis. A Disney parece ter encontrado um equilíbrio maduro para tratar a diversidade sem forçar a narrativa.
Além disso, o sucesso crítico da série demonstra que o estúdio acertou em cheio ao apostar em um tom mais sombrio e focado em personagens. O impacto para o mercado é claro: o público ainda tem muito interesse no universo dos Vingadores, desde que o roteiro traga peso dramático e consequências reais. Se “VisionQuest” mantiver a qualidade, a série tem tudo para ser um dos pilares da atual saga do multiverso.





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