Yves Guillemot afirmou que a franquia ainda é importante para o futuro da Ubisoft, mas indicou que a série não está entre as propriedades atualmente priorizadas pela nova estrutura criativa da empresa.
O futuro de “Watch Dogs“ voltou a ser discutido dentro da Ubisoft. Durante a reunião anual da companhia, realizada em 1º de outubro, investidores questionaram o CEO Yves Guillemot sobre os próximos passos da franquia, que está sem um novo jogo principal desde “Watch Dogs: Legion”, lançado em 2020.
A resposta do executivo deixou claro que a série continua relevante para a estratégia da empresa. Porém, o comentário também indica que um novo projeto ainda não está entre as prioridades imediatas da Ubisoft.
Ubisoft ainda considera Watch Dogs importante
Questionado sobre a possibilidade de “Watch Dogs” fazer parte de uma das novas Casas Criativas da Ubisoft, Guillemot explicou que isso não está previsto neste momento. A declaração foi feita por meio de um tradutor durante o encontro com investidores.
“Não está previsto colocar [a franquia] em uma Casa Criativa no momento, antes que ela possa ser potencialmente refeita.”
A fala não representa um anúncio de remake. O CEO apenas mencionou a possibilidade de a franquia ser refeita no futuro. Portanto, não há confirmação de qual jogo poderia receber esse tratamento, nem indicação de uma janela de lançamento.
A situação também mostra como a Ubisoft está reorganizando suas propriedades intelectuais. A companhia vem adotando um modelo baseado em Casas Criativas, com grupos responsáveis por conjuntos específicos de franquias e maior autonomia operacional.
O que aconteceu com Watch Dogs?

A franquia estreou em 2014 com “Watch Dogs”, colocando o jogador em um mundo aberto no qual tecnologia, vigilância e sistemas conectados tinham papel central na experiência.
Depois, a Ubisoft lançou “Watch Dogs 2”, que apresentou um novo protagonista e uma abordagem diferente para a série. Em 2020, chegou “Watch Dogs: Legion”, título que levou a proposta para uma Londres futurista e permitiu controlar diferentes personagens.
“Watch Dogs: Legion” também recebeu a expansão paga “Watch Dogs: Legion: Bloodline”, que trouxe personagens conhecidos da franquia de volta à experiência.
Desde então, a série não ganhou um quarto jogo principal oficialmente anunciado. Ainda assim, o interesse pelo universo não desapareceu completamente.
Watch Dogs: Legion pode voltar em nova versão
Um dos pontos mais relevantes para o futuro da franquia envolve justamente “Watch Dogs: Legion”. Informações divulgadas anteriormente indicaram que a Ubisoft trabalha em uma versão de diretor do jogo.
Segundo a apuração da Insider Gaming, o projeto está atualmente planejado para chegar durante o primeiro semestre de 2027. A existência dessa versão ajuda a explicar por que a franquia continua aparecendo nas discussões internas da empresa, mesmo sem um novo capítulo principal anunciado.
É importante, porém, separar os fatos confirmados das possibilidades. A Ubisoft não anunciou oficialmente um remake de “Watch Dogs”, nem confirmou que a eventual nova versão mencionada por Guillemot será o próximo grande projeto da série.
A nova estrutura da Ubisoft pode influenciar a franquia
A ausência de “Watch Dogs” entre as atuais Casas Criativas ganha ainda mais importância diante da transformação interna da Ubisoft.
A empresa começou a reorganizar suas principais propriedades em estruturas mais independentes. A primeira delas envolveu “Assassin’s Creed”, “Far Cry” e “Rainbow Six”, em uma operação que também contou com investimento da Tencent.
Mais recentemente, a Creative House 2 passou a reunir franquias como “The Division”, “Ghost Recon” e “Splinter Cell” sob a liderança da Massive Entertainment.
Nesse cenário, a decisão de manter “Watch Dogs” fora dessas estruturas pode indicar que a Ubisoft ainda não definiu qual será o melhor caminho para a propriedade.
O que isso significa para o futuro de Watch Dogs?

Para os fãs, a declaração de Guillemot tem um aspecto positivo e outro preocupante. O ponto positivo é que o CEO reconheceu que “Watch Dogs” continua tendo importância para o futuro da Ubisoft.
Por outro lado, a ausência de prioridade significa que os jogadores provavelmente não devem esperar um anúncio imediato de um novo capítulo. A possibilidade de um remake também permanece apenas como uma perspectiva mencionada pelo executivo.
Isso pode representar uma estratégia mais cautelosa. Em vez de investir imediatamente em uma sequência inédita, a Ubisoft poderia avaliar o interesse do público por meio de projetos relacionados a jogos já existentes.
Essa abordagem faria sentido especialmente durante um período de grandes mudanças internas. A empresa vem passando por uma ampla reestruturação, enquanto define quais franquias receberão mais recursos e autonomia dentro de sua nova organização.
Franquia pode ter espaço para retornar
Por enquanto, “Watch Dogs” permanece em uma posição curiosa dentro do catálogo da Ubisoft. A série não foi abandonada oficialmente, mas também não aparece entre as propriedades que receberam prioridade dentro da atual reorganização.
A declaração de Yves Guillemot deixa aberta a possibilidade de um retorno, inclusive por meio de um remake. No entanto, qualquer projeto concreto dependerá de uma decisão futura da Ubisoft.
Enquanto isso, a possível versão de diretor de “Watch Dogs: Legion” pode ser o próximo movimento relevante envolvendo a franquia. Caso o projeto realmente avance para 2027, seu desempenho poderá ajudar a definir se existe espaço comercial para um retorno mais ambicioso da série.
Por enquanto, a mensagem da Ubisoft é clara: “Watch Dogs” continua sendo importante, mas terá de esperar sua vez dentro dos novos planos da companhia.





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