A famosa série de hackers da desenvolvedora francesa pode retornar em breve às suas origens. Segundo o CEO do estúdio, a marca continua forte e uma recriação nostálgica estaria nos planos.
Se você estava sentindo falta de invadir sistemas de segurança na cidade de Chicago usando apenas um smartphone, os próximos anos podem reservar excelentes novidades. A Ubisoft pode estar estudando seriamente o desenvolvimento de um remake de “Watch Dogs“. A renomada franquia de ação e jogos de mundo aberto está na geladeira há um bom tempo, sem nenhum lançamento inédito nos últimos seis anos. Contudo, de acordo com as recentes declarações da alta cúpula da empresa, os justiceiros digitais ainda ocupam um lugar de destaque nos projetos de longo prazo do estúdio.
Inicialmente, o panorama da saga parecia bastante desanimador para grande parte da comunidade de jogadores. A total ausência de novidades sobre um suposto “Watch Dogs 4” fez com que muitos fãs começassem a aceitar que a franquia pudesse ter sido cancelada ou engavetada permanentemente. No entanto, o clima de apreensão sofreu uma reviravolta durante uma importante reunião anual da companhia, quando um executivo de peso resolveu se pronunciar.
O futuro de “Watch Dogs” fora das “Creative Houses”
Conforme apontado por um relatório recente do portal internacional especializado Game File, Yves Guillemot, o atual CEO da gigante dos games, fez questão de reafirmar a força da propriedade intelectual. Durante o encontro com investidores e equipes, ele explicou em detalhes o motivo de a série não fazer parte, no atual momento, das chamadas “Creative Houses”. Para quem não conhece os bastidores da empresa, essas são divisões internas da Ubisoft totalmente dedicadas a gerenciar e produzir conteúdo de forma acelerada para franquias ativas.
“Watch Dogs ainda é uma marca que nós consideramos ser uma marca muito importante para o futuro.”
Ao abordar de forma mais direta o porquê desse título específico estar isolado dessas grandes divisões criativas, o executivo teria dado uma declaração reveladora. Ele afirmou que essa movimentação interna não deve ocorrer imediatamente, o que abriu uma imensa margem para especulações sobre um aguardado retorno da primeira aventura da série aos consoles modernos.
“Não é esperado que [a série] seja colocada em uma casa criativa por enquanto, antes de ser potencialmente refeita.”
O peso do hiato de seis anos e a aposta no live-action
Apesar dessa indicação bastante clara por parte do executivo, é fundamental ressaltar que Guillemot não anunciou oficialmente o desenvolvimento de um remake de “Watch Dogs”. Além disso, não há nenhuma confirmação formal de que o título já esteja em fase de pré-produção pelas equipes do estúdio no momento. Logo, a fala aponta apenas que essa rota é uma estratégia fortemente considerada nos bastidores da organização.
Para contextualizar a espera dos fãs, a franquia está atravessando um longo deserto de novidades. O primeiro e revolucionário “Watch Dogs” foi lançado originalmente em 2014, carregado de expectativas pela comunidade. Dois anos depois, recebemos “Watch Dogs 2”, que alterou de forma drástica a estética e o tom narrativo, levando a ação para uma colorida versão de São Francisco. O último grande suspiro da marca no mercado de videogames aconteceu com o lançamento do ousado “Watch Dogs: Legion”, em 2020, cuja mecânica principal permitia recrutar praticamente qualquer pessoa em uma opressiva cidade de Londres.
Para além do universo dos controles, a marca também está tentando furar a bolha e chegar a um novo público. Uma adaptação em formato de filme live-action está em desenvolvimento ativo. Segundo fontes ligadas à produção cinematográfica, as filmagens teriam começado ainda em 2024. Contudo, pouquíssimos detalhes oficiais sobre roteiro, elenco ou previsão de estreia foram compartilhados desde então.

Sob uma perspectiva puramente mercadológica e focada em blindagem de investimentos, optar por reviver a história do protagonista Aiden Pearce por meio de um remake parece uma jogada bastante segura e inteligente da Ubisoft. Na atual conjuntura da indústria de games, aprovar e desenvolver uma sequência direta e totalmente original demandaria dezenas de milhões de dólares e anos de trabalho árduo. Esse risco é ainda maior considerando que a recepção comercial do último jogo foi mista, o que acabou esfriando um pouco a popularidade da marca.
Em contrapartida, apostar na recriação do título original se apoia no poderoso fator nostalgia, que tem sido a grande força motriz e fonte de lucro garantido das maiores publicadoras da atualidade. Um suposto remake de “Watch Dogs” permitiria que o estúdio avaliasse o interesse real dos jogadores na franquia utilizando um orçamento teoricamente mais controlado. Seria a oportunidade de ouro para refinar mecânicas que envelheceram mal e reintroduzir o fascinante universo de vigilantes cibernéticos para quem nunca teve a chance de jogá-lo nas gerações passadas.
Para os fãs devotos, essa notícia, mesmo que ainda não seja um anúncio com data marcada, representa uma injeção de ânimo essencial. A declaração do CEO prova que os hackers não foram jogados no esquecimento. Se o projeto de recriação for bem-sucedido, ele certamente funcionará como o pontapé inicial para a retomada triunfal da saga. O momento agora é de cruzar os dedos e ficar de olho nos próximos grandes eventos de games.






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