X-Men: chega de Krakoa para os mutantes em nova era

Andre Luiz

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Em maio de 2019, a Marvel cancelou todas as revistas dos mutantes para recomeçar do zero, e o editor-chefe C.B. Cebulski explicou por que a mudança era grande.

Apenas zerar a numeração e lançar uma nova edição número 1 não era suficiente.

Foi o início da Era de Krakoa, conduzida por Jonathan Hickman e lançada nos minisseriados Dinastia X e Potências de X. Mais de sete anos depois, um artigo de opinião do ComicBook defende que as HQs dos X-Men não precisam de uma nova ilha mutante para voltar a brilhar.

O argumento de David Harth

Para o autor, a Era de Krakoa, entre 2019 e 2024, foi excelente, mas a Marvel não deve tentar repeti-la. Ele enxerga evolução na fase chamada X-Men: Shadows of Tomorrow, que sucede a etapa From the Ashes, e acredita que a linha finalmente começa a se encaixar, apesar de ainda não alcançar o patamar de Hickman.

A chamada From the Ashes começou em 2024, com X-Men número 1, escrita por Jed MacKay e desenhada por Ryan Stegman. O Ei Nerd cobriu o trailer do lançamento, e o roteirista resumiu a proposta em uma frase sobre reconstrução.

É sobre encontrar seu lugar em um mundo que você achou que tinha deixado para trás e, essencialmente, pegar os destroços de algo e tentar construir algo novo.

x-men from the ashes
X-Men: From the Ashes – Reprodução/Marvel Comics

Uma linha cheia de protagonistas

Na visão do texto, o catálogo atual, supervisionado pelo editor Tom Brevoort, reúne Uncanny X-Men, com roteiros de Gail Simone, além de séries solo de Magia, Miragem e Tempestade. O evento DNX é o grande projeto do período. Entre os personagens em destaque estão Wolverine, Fera, Professor X, Deadpool, Jean Grey e Doug Ramsey, o Revelação.

O texto também cita o efeito de X-Men ’97 na direção do estúdio e vê como fracasso o arco Era da Revelação, que antecedeu a fase atual. Trata-se, reforce-se, de opinião do autor, e não de consenso entre os fãs.

O caminho é reconstruir, não replicar

Para o futuro das HQs, a tese indica que a Marvel ganha mais apostando em histórias de personagens do que em mudanças de status quo a cada poucos anos. Para os leitores, isso pode significar mais estabilidade e menos reboots. Já para a editora, o desafio é manter o ritmo até o próximo grande evento, sem transformar a saudade de Krakoa em obrigação.

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