A Marvel decidiu responder a uma das perguntas que mais intrigam os fãs dos X-Men há quatro décadas: o que aconteceria se o Ciclope tivesse ficado com sua ex-esposa, Madelyne Pryor?
A resposta veio em What If…? Uncanny X-Men #1, parte da série que celebra os 50 anos do selo What If…? (E Se…?). Mas, segundo uma análise do ComicBook.com, o novo futuro não é dos mais brilhantes.
O que é a série?
Para entender a polêmica, vale relembrar o conceito.
Lançada originalmente há 50 anos, a série E Se…? é um dos maiores experimentos da Marvel, dedicada a explorar realidades alternativas a partir de uma pergunta simples: e se algo tivesse acontecido de forma diferente? Para comemorar o aniversário, a editora retomou o formato com força total, encarando questões que os fãs debatem há anos.
Uma das mais aguardadas era justamente o destino do casal Ciclope e Madelyne Pryor, clone de Jean Grey e mãe de Cable. A premissa imaginava um mundo em que Madelyne, a Rainha dos Duendes, teria sobrevivido aos eventos do clássico arco Inferno, permitindo que o casal criasse seu filho em paz.
O que acontece na história
A edição parte justamente desse ponto. Após os eventos de Inferno, o Ciclope se afasta da equipe X-Factor para viver com a esposa salva e o filho, Nathan.
Por um tempo, a família mutante prospera, conquista popularidade e até melhora a imagem pública dos mutantes diante da sociedade.
A paz, porém, dura pouco. Quando o vilão Sr. Sinistro recupera suas memórias, ele lança um ataque que cega o Ciclope e mata Madelyne, jogando Scott Summers em um caminho cada vez mais sombrio ao lado do jovem Cable.
A partir daí, a trama acelera rumo a um futuro devastador, culminando em uma Terra arrasada por guerras e invasões.

A crítica ao desfecho
É aqui que mora a frustração apontada pela análise. Segundo o texto, as melhores histórias de E Se…? mergulham o leitor em um mundo parecido com o original, mas que se desdobra em algo único, entregando o que os fãs queriam ver. Esta edição, no entanto, teria feito o oposto.
Para o crítico, em vez de explorar a dinâmica familiar e os momentos emocionais prometidos, a edição matou Madelyne na metade da história, apressando grandes eventos como se cumprisse uma lista de tarefas. A análise classifica isso como um exemplo de “fridging”, termo usado nos quadrinhos para criticar a morte de uma personagem feminina apenas para motivar a jornada de um herói masculino.
Por que isso incomoda os fãs
A avaliação destaca ainda um padrão considerado problemático em histórias alternativas mal resolvidas: a tendência de terminar com o mundo destruído ou pior do que o original, como se quisessem “provar” que a realidade principal da Marvel é sempre a melhor possível.
Para o crítico, isso soa mesquinho e esvazia o propósito da pergunta original.
É importante frisar que essa é a opinião da publicação, e que muitos leitores podem ter uma leitura diferente da obra. Ainda assim, o ponto levantado dialoga com uma queixa antiga dos fãs de Madelyne Pryor, uma personagem que historicamente foi mal aproveitada nos quadrinhos.
A expectativa de finalmente vê-la em uma trama de destaque acabou esbarrando, segundo a análise, em mais uma decisão frustrante.
Onde ler
What If…? Uncanny X-Men #1, escrito por Gerry Duggan, já está à venda nos Estados Unidos. A editora Panini, responsável pelas publicações da Marvel no Brasil, ainda não confirmou quando a série comemorativa chegará por aqui.
Vale lembrar que o complicado romance entre Ciclope e Madelyne Pryor voltou aos holofotes recentemente também graças a X-Men ’97, o que ajuda a explicar o interesse renovado da Marvel pelo casal.





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