Um criador com 190 mil inscritos teve o canal removido após publicar gameplay de “Clive Barker’s Hellraiser: Revival”. Ele afirma que era sua primeira infração e avalia medidas jurídicas.
Um YouTuber com mais de dez anos de canal e 190 mil inscritos teve sua conta removida de forma permanente depois de publicar um vídeo de gameplay de “Clive Barker’s Hellraiser: Revival“. O criador, que usa o nome xj0nathan no X, afirma que o conteúdo continha apenas uma breve cena sensível, e que ela estava borrada. O caso reacendeu o debate sobre moderação de conteúdo e jogos com temática adulta.
O que aconteceu com o canal de xj0nathan
Ce jeu d’horreur a fait bannir ma chaine de 190.000 abonnés ! En proposant un gameplay du jeu Hellraiser : Revival, Youtube a fait supprimer ma vidéo pour "nudité" à cause d’une petite scène dans l’intro QUE J’AVAIS FLOUTÉ, puis supprimer entièrement ma chaine, balayant ainsi 10 ans de travail ! Le comble : de nombreuses vidéos du jeu sont disponibles sur la plateforme avec la fameuse scène NON-CENSURÉE, certaines dépassant même les 30.000 vues. Alors pourquoi moi ? @TeamYouTube @HellraiserGame @SaberGames S’il vous plait j’ai besoin d’un maximum de likes et de partages de ce tweet pour espérer retrouver ma chaine. Et surtout, amis youtubeur/streameur, ne faites surtout pas ce jeu sur vos chaines au risque de tout perdre vous aussi !
— j0nathan (@xj0nathan) September 23, 2026
No dia 23 de setembro, o criador contou no X que o vídeo sobre o jogo da Saber Interactive havia sido removido do YouTube por suposta “nudez”. Alguns dias depois, o canal inteiro também foi excluído. Segundo ele, o vídeo tinha cerca de uma hora de duração e trazia uma cena curta, que foi devidamente borrada antes da publicação.
Mesmo assim, a punição veio. O criador também alega que outros usuários continuam com conteúdos parecidos no ar, sem qualquer censura. Esse ponto, porém, vem exclusivamente do relato dele, e não houve confirmação independente.
A resposta do YouTube
Mais recentemente, o criador publicou uma nova atualização, com a captura de uma resposta enviada pela plataforma. De acordo com a mensagem divulgada por ele, o YouTube justificou a exclusão da seguinte forma:
Analisamos o seu conteúdo e encontramos violações graves ou repetidas da nossa política de sexo e nudez. Conteúdo explícito com o objetivo de proporcionar gratificação sexual não é permitido no YouTube.
O argumento do criador e o ultimato à plataforma
Xj0nathan afirma ter tentado recorrer várias vezes, sem sucesso. Ele sustenta que aquela era a primeira infração em mais de uma década de canal e argumenta que o trecho classificado como gratificação sexual era apenas uma cena curta em um vídeo de uma hora, ainda por cima censurada.
Em sua publicação mais recente, ele pede que o YouTube faça “uma última revisão séria” do caso. Caso isso não aconteça, o criador diz que vai considerar recursos previstos no DSA, a lei de serviços digitais da União Europeia, e que poderá iniciar um processo judicial com seu advogado.
Um jogo que já enfrenta restrições nas plataformas
O caso não ocorre no vácuo. “Clive Barker’s Hellraiser: Revival” chegou em 8 de outubro para PC, PS5, Xbox Series e Switch 2, com Doug Bradley de volta ao papel de Pinhead. Desde a divulgação, o jogo tem enfrentado barreiras de promoção.
Um trailer foi publicado com efeitos de VHS no canal da Sony no YouTube para esconder cenas de violência, e relatos indicam que outros vídeos teriam sido ocultados pela plataforma. O estúdio, por sua vez, afirma que o conteúdo é o mesmo em todas as plataformas e não será censurado.
O risco de falar sobre jogos extremos
Para os criadores de conteúdo, o episódio serve de alerta. Mesmo com cuidados como borrar cenas sensíveis, cobrir um jogo que flerta com os limites das políticas de plataforma pode trazer consequências sérias. Se a alegação de xj0nathan for confirmada, uma única infração teria sido suficiente para encerrar um canal de mais de dez anos, o que reforça a sensação de insegurança entre quem produz conteúdo sobre jogos adultos.
Para o jogo, o impasse mostra a contradição entre a estratégia de marketing e a realidade das plataformas. A proposta de não censurar o conteúdo atrai parte do público, mas também limita o alcance orgânico de vídeos de criadores independentes, justamente quem costuma impulsionar lançamentos de nicho.
Já para o mercado, o caso reforça uma tensão crescente entre publishers que ultrapassam limites e plataformas que aplicam regras de forma nem sempre previsível. Resta saber como o YouTube vai reagir à pressão e se o criador realmente levará o caso adiante pela via legal.
E você, acha que a punição foi proporcional ao que o criador relatou? Deixe sua opinião nos comentários!





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