Quem enfrentou The Legend of Zelda: Ocarina of Time no Nintendo 64 conhece a sensação de vagar por Hyrule sem saber qual é o passo seguinte. O remake de Ocarina of Time para o Nintendo Switch 2 tenta resolver esse impasse com uma tapeçaria de progresso que vai sendo preenchida conforme Link avança, e o jogador pode consultá-la para retomar o rumo ou rever o que já viveu.
O lançamento chega em 5 de novembro de 2026.
Um fio condutor para a jornada de Link
O Gematsu identifica o recurso como Threads of Time, um painel narrativo que organiza história e objetivos. Outros o descrevem como um novo diário de missões, diferente de tudo que existia na versão original. Portanto, quem voltar depois de anos longe da Princesa Zelda e de Ganondorf encontrará um caminho bem menos nebuloso.
A avaliação do Nintendo Life resume o espírito da proposta:
Essencialmente, parece ser, na maior parte, um remake 1:1, mas excepcionalmente modernizado, com ambientes reformulados e melhorias adicionais de qualidade de vida.
Muito além da tapeçaria
O pacote não para na tapeçaria. O visual foi refeito até nas texturas dos materiais, os personagens que Link encontra ganham vozes em cenas ampliadas, e o ciclo de dia e noite segue funcionando até nas cidades. Há também botão de pulo, câmera no analógico direito e um truque curioso: as melodias aprendidas podem ser cantaroladas, e o microfone do Switch 2 reconhece a canção.

O aplicativo Zelda Notes reúne conquistas, dicas de localização, ocarina virtual e um quiz com mais de 2.000 perguntas. Ocarinas físicas compatíveis devem sair ainda em 2026, e os amiibo de Young Link e Young Zelda ficam para 2027, conforme a página oficial da Nintendo. Nas lojas, a versão digital do lançamento custa US$ 59,99 e a física, US$ 69,99.
O que a tapeçaria diz sobre o futuro da franquia
Trata-se de um ajuste pequeno com peso simbólico. A Nintendo já havia demonstrado gosto por reconstruções fiéis ao anunciar, em 2019, um remake em 3D de The Legend of Zelda: Link’s Awakening, e agora repete a fórmula com um título bem mais reverenciado.
Para os fãs, o lado positivo é revisitar o jogo sem perder a estrutura conhecida. O risco, porém, é desagradar aos puristas que preferem a experiência sem guias. Para o mercado, a aposta reforça o catálogo do console na reta final do ano.
Zelda também vai ao cinema
O momento conversa com as telonas. O live-action The Legend of Zelda, dirigido por Wes Ball, tem Benjamin Evan Ainsworth como Link e Bo Bragason como Zelda, com estreia prevista para 2027. Shigeru Miyamoto integra a produção, e sua atuação de perto em adaptações já havia sido destacada quando o filme animado de Super Mario estava em desenvolvimento. Assim, o remake e o longa devem alimentar a mesma onda de interesse pela série.




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