Fazer um jogo excelente já é difícil. Fazer um jogo sem defeitos aparentes é outra história, e quase ninguém consegue.
O portal americano Collider montou uma lista com dez títulos que chegaram perto dessa marca. Reorganizamos a seleção em ordem cronológica, para mostrar como a ideia de perfeição mudou junto com a tecnologia.
‘Tetris’ (1984)

A prova de que simplicidade basta. O jogo criado por Alexey Pajitnov na União Soviética não tem enredo, personagem nem final, e mesmo assim ninguém cansa dele. A história por trás da criação virou filme na Apple TV em 2023.
‘Super Metroid’ (1994)

O primeiro Metroid criou o molde, mas foi este que fechou a fórmula do gênero metroidvania. O mapa não linear, a narrativa contada pelo cenário e a atmosfera opressiva continuam funcionando três décadas depois, sem precisar de remaster.
‘The Legend of Zelda: Ocarina of Time’ (1998)

Este tem prova documental. É o único jogo da história a alcançar 99 pontos no Metacritic, nota que ninguém empatou até hoje. Ele introduziu a mira automática em combate 3D, mecânica que praticamente todo jogo de ação copiou depois.
‘Super Mario Galaxy’ (2007)

Nintendo em estado de graça. O jogo transformou gravidade em mecânica de plataforma e entregou uma das trilhas sonoras mais lembradas da empresa. Marcou 97 no Metacritic e continua sendo o ponto alto do Wii.
‘Portal 2’ (2011)

Difícil superar um clássico, e a Valve conseguiu. A sequência ampliou os quebra-cabeças do original e ainda acrescentou uma narrativa surpreendentemente densa, contada quase toda pelo cenário e por diálogos afiados.
‘The Elder Scrolls V: Skyrim’ (2011)

Quinze anos depois, ele ainda vende. A combinação de liberdade absoluta, mundo denso e suporte a modificações feitas por fãs criou um jogo praticamente eterno. A Bethesda o relançou em quase todo console que apareceu desde então.
‘The Last of Us’ (2013)

A Naughty Dog usou uma premissa batida de apocalipse zumbi para contar uma história sobre família e sobrevivência. O resultado virou referência de narrativa em videogame e rendeu remaster, remake e a série da HBO.
‘Red Dead Redemption 2’ (2018)

O caso mais extremo de obsessão por detalhe da indústria. A Rockstar simulou clima, fauna, reações de personagens secundários e até o crescimento da barba do protagonista. Marcou 97 no Metacritic e é o título mais citado quando alguém fala em imersão.
‘Disco Elysium’ (2019)

Quase não tem jogabilidade tradicional, e é justamente esse o ponto. O RPG do estúdio ZA/UM aposta em diálogo, escolhas e escrita, com trilha da banda britânica Sea Power. A versão Final Cut marcou 97 no Metacritic.
‘Elden Ring’ (2022)

A FromSoftware pegou a dificuldade dos jogos Souls e jogou dentro de um mundo aberto gigantesco. O resultado marcou 96 no Metacritic, chegando a 97 na versão de PlayStation 5, e virou fenômeno cultural.
Um detalhe que a nota do Metacritic esconde
Dois títulos da lista não têm pontuação no site. O Metacritic só existe desde 1999, o que deixa Tetris e Super Metroid fora de qualquer comparação numérica.
Isso ajuda a expor o limite do critério. Nota de agregador mede recepção crítica no momento do lançamento, e não influência ou durabilidade. Pelo segundo critério, os dois mais antigos da lista provavelmente estariam no topo.
E você, tiraria algum desses da lista? Conte nos comentários!
Fontes: Collider, Grokipedia, VR.Space, Forbes, ScreenRant





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